A campanha eleitoral começou em 16 de agosto e já tem reverberado nos preços dos ativos brasileiros. A indefinição sobre a abordagem dos candidatos para a trajetória da dívida pública tem alimentado as expectativas de juros mais altos e pressionado a Bolsa e o real.
O fator, em conjunto com a guerra no Oriente Médio e a pressão inflacionária decorrente do conflito, é apontado como um dos fatores por trás da saída de investidores estrangeiros do Ibovespa e do fluxo cambial negativo em agosto.
Segundo o JP Morgan, a volatilidade associada às eleições brasileiras tem pesado sobre o mercado. O fator foi um dos motivos para o banco reduzir sua recomendação para as ações brasileiras de "overweight" (acima da média) para "neutra" no início do mês.
Parte do ânimo era sustentada pela expectativa de que a Selic recuaria para a faixa de 12%. A queda da taxa básica aumentaria a atratividade das ações em relação à renda fixa e também poderia favorecer o real, já que investimentos estrangeiros em ativos brasileiros aumentam a demanda pela moeda.
O cenário mudou. Agora, a projeção é de apenas mais uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa, levando a Selic para 13,75%, segundo analistas consultados pelo Boletim Focus.