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Economia Revisado por ULTRA AI

Efeito da intervenção de EUA e Japão no iene perde força, e moeda volta a despencar

Divisa devolveu cerca de metade dos ganhos obtidos com a ação história de Washington e Tóquio

4 min de leitura
Efeito da intervenção de EUA e Japão no iene perde força, e moeda volta a despencar

O iene devolveu cerca de metade dos ganhos obtidos após a recente intervenção histórica conjunta dos Estados Unidos e do Japão. Para investidores, a falta de uma "voz unificada" entre os bancos centrais reduziu o impacto da medida sobre o mercado.

Operadores dos mercados de futuros e opções continuam apostando na desvalorização da moeda japonesa, embora tenham reduzido o tamanho de suas posições desde a intervenção, segundo os dados mais recentes da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos.

Investidores disseram que dificilmente a intervenção sustentaria a moeda a longo prazo se não fosse acompanhada de altas de juros pelo BoJ (Banco do Japão). Na avaliação deles, a medida também foi enfraquecida pela falta de cooperação internacional: o Financial Times informou na semana passada que o BCE (Banco Central Europeu) não havia sido consultado pelos EUA antes da decisão incomum de vender euros para sustentar a moeda japonesa.

Não acho que tenha sido positivo o BCE não ter participado", disse Guy Miller, estrategista-chefe de mercados da seguradora Zurich, argumentando que a coordenação entre bancos centrais "sinaliza ao mercado que existe uma voz unificada.

A medida contrastou com uma intervenção coordenada do G7 para enfraquecer o iene após o terremoto de 2011 no Japão.

Agora, os investidores estão atentos à possibilidade de o BoJ ceder à pressão do mercado e elevar os juros para sustentar a moeda, que vem sendo duramente afetada pelas preocupações com os gastos públicos e as pressões inflacionárias, incluindo a alta dos preços do petróleo.

Intervenções anteriores do Ministério das Finanças japonês, em abril e maio, aliviaram o iene apenas por pouco tempo.

O resumo das opiniões da reunião de julho do banco central japonês, na qual os juros foram mantidos em 1%, mostrou que "o balanço de riscos está claramente inclinado" para uma alta antecipada, segundo analistas do Goldman Sachs em Tóquio.

Como a inflação subjacente medida pelo IPC vem se aproximando de 2% e os riscos de alta dos preços devem receber mais atenção do que antes, pode-se considerar que o ritmo das elevações da taxa básica de juros será mais rápido do que o esperado pelo mercado", afirmou um dos integrantes do conselho no relatório do BoJ divulgado nesta segunda.

Os operadores atribuem uma probabilidade de cerca de 50% de o BoJ elevar sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na próxima reunião, em setembro.

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Analistas do Citi preveem "uma mudança de regime na política do BoJ, o que significa um ritmo mais agressivo de altas a partir de setembro", até que a taxa chegue a 2% no fim do próximo ano.

Alguns investidores argumentam que as condições de mercado eram semelhantes às de agosto de 2024, quando uma valorização repentina da moeda provocou volatilidade nos mercados financeiros.

Entre essas condições estavam o posicionamento líquido vendido no iene no curto prazo e a baixa cotação da moeda segundo métricas tradicionais, como o poder de compra.

Os investidores tomam empréstimos em ienes a juros baixos para financiar uma ampla gama de apostas em outros mercados, em uma operação conhecida como carry trade, e a reversão dessas operações pode abalar os mercados de ativos estrangeiros.

As condições são, em certa medida, semelhantes às de 2024", disse Van Luu, chefe global de estratégia de soluções da Russell Investments, apontando para um posicionamento "fortemente vendido em ienes.

Uma repetição daquele cenário seria possível caso dados econômicos ou medidas dos bancos centrais obrigassem os investidores a se ajustar rapidamente, ao mesmo tempo, a um "Fed mais propenso a afrouxar a política monetária e a um BoJ mais inclinado a endurecê-la", acrescentou.

Outros analistas, porém, acreditam que, mesmo que o ritmo de altas de juros do BoJ aumente, a probabilidade de uma rápida desmontagem do carry trade continuará pequena, dada a grande diferença entre a taxa de juros do Japão e as de outras grandes economias.

Mesmo que o diferencial das taxas de curto prazo diminua um pouco, ele deverá permanecer suficientemente amplo por enquanto", afirmou Ayako Fujita, economista-chefe para o Japão do JPMorgan.

As operações de carry trade podem diminuir" à medida que os rendimentos dos títulos japoneses de prazo mais longo convirjam com os de outros países, mas essa é uma "história para mais adiante", acrescentou Fujita.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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