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Economia Revisado por ULTRA AI

Dona da Farm, Hering e Schutz, Azzas 2154 anuncia cisão após crise entre sócios e queda nos resultados

Separação do grupo acontece após sequência de mudanças no comando, disputa entre fundadores e piora nos resultados financeiros.

4 min de leitura
Dona da Farm, Hering e Schutz, Azzas 2154 anuncia cisão após crise entre sócios e queda nos resultados

A Azzas 2154, conglomerado de moda que reúne marcas como Farm, Hering, Animale e Schutz, entre outras, será dividida menos de dois anos após sua criação. A separação foi anunciada nesta quarta-feira (2).

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  • 57,4% da sociedade que reunirá a FARM Rio.

A companhia surgiu em 2024, a partir da fusão entre a Arezzo&Co e o Grupo Soma. A união criou um dos maiores grupos de moda do país, mas, desde então, a empresa passou por mudanças que culminaram na decisão de separar novamente os negócios.

A reorganização prevê a separação dos negócios entre a Arezzo&Co, que será liderada pelo bloco de Birman, e a SOMA, sob comando do bloco de Jatahy.

As duas empresas deverão ser listadas no Novo Mercado da B3 e terão estruturas próprias de administração e governança.

A operação também prevê a criação de uma sociedade específica para reunir a Farm e suas extensões, com participação de 57,4% da Arezzo&Co e 42,6% da SOMA.

No comunicado enviado ao mercado nesta quarta-feira (2), Birman e Jatahy afirmam que a separação permitirá uma estrutura mais adequada para os diferentes negócios do grupo.

A decisão acontece após um período marcado por divergências entre os dois grupos de acionistas e mudanças na estrutura de comando da companhia.

Ao longo do último ano, a Azzas 2154 passou por alterações no conselho de administração e em sua governança, em meio aos impasses envolvendo os dois principais grupos de acionistas.

As mudanças no alto escalão da companhia começaram a ganhar força em maio de 2025, apenas nove meses após a conclusão da fusão entre Arezzo e Soma.

A primeira saída foi a do empresário Guilherme Benchimol — fundador da XP e então membro do conselho de administração da Azzas —, que renunciou ao cargo devido a “outros compromissos profissionais”, que demandavam “crescente disponibilidade de tempo e agenda”.

Em junho, a empresa anunciou uma reestruturação no conselho de administração. Na mesma data, nomeou Nicola Calicchio Neto como presidente e Marcel Sapir como vice-presidente do colegiado, em substituição a Pedro Parente e Anna Chaia, que renunciaram aos cargos.

Nos meses seguintes, outros executivos deixaram seus cargos, como Rony Meisler, fundador da marca Reserva. O último deles foi o próprio Calicchio Neto, que deixou a presidência do conselho um ano após assumir a função.

Além das mudanças no alto escalão, os resultados da empresa também perderam força nos últimos trimestres.

Outro episódio marcante envolvendo a companhia ocorreu em maio, quando Jatahy entrou com um processo judicial contra Birman pedindo que a Justiça barrasse mudanças internas promovidas pelo então presidente da empresa.

A Justiça acatou o pedido e determinou que a empresa não pode fazer alterações em sua estrutura interna neste momento, mantendo Jatahy como responsável pelas unidades de vestuário feminino e masculino.

Birman tentou reverter a decisão, mas teve o pedido negado.

Em comunicado divulgado a investidores, a companhia afirmou ter sido “surpreendida” pela existência do pedido judicial protocolado por Jatahy.

O caso evidenciou os desentendimentos entre os sócios e aumentou as expectativas em torno de uma eventual cisão da companhia.

Arezzo&Co e Grupo Soma: negócios complementares na moda.

A fusão que deu origem à Azzas 2154 partiu de duas empresas relevantes do setor de moda, com atuações complementares.

Enquanto a Arezzo&Co concentrava seus negócios em calçados, bolsas e acessórios — com marcas como Arezzo, Schutz e Reserva em seu portfólio —, o Grupo Soma tinha força no segmento de vestuário, reunindo grifes como Farm, Animale e Hering.

À época, como o g1 mostrou, a criação da Azzas foi bem recebida pelo mercado financeiro, que esperava que a empresa se consolidasse como um dos principais grupos de moda do país, com portfólio ampliado e oferta mais completa ao consumidor de renda média e alta.

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Fontes consultadas

  • G1 Economialink

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