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Economia Revisado por ULTRA AI

Dólar sobe a R$ 5,19 após tom mais duro de presidente do Fed

Declarações do presidente Fed, Kevin Warsh, sobre a inflação nos Estados Unidos elevou as apostas de que o banco central estadunidense poderá aumentar os juros

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Os mercados reagiram à sinalização mais dura do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sobre a inflação nos Estados Unidos, que elevou as apostas de que o banco central estadunidense poderá aumentar os juros em setembro.

Com o resultado desta sexta-feira, o dólar acumulou alta de 1,06% na semana. No ano, porém, a moeda ainda registra queda de 5,34%.

A valorização da moeda estadunidense ocorreu após Warsh afirmar, em seu primeiro discurso em Jackson Hole, que o Federal Reserve ainda terá trabalho a fazer caso não haja confiança de que a inflação subjacente (que desconsidera preços de alimentos, energia e hipotecas) esteja retornando de maneira clara e suficientemente rápida à meta de 2%.

A sinalização aumentou os rendimentos dos títulos do Tesouro estadunidense e fortaleceu as apostas de uma eventual alta dos juros nos Estados Unidos em setembro.

O título de dois anos do Tesouro estadunidense, particularmente sensível às expectativas para a política monetária do Fed, chegou a subir mais de 0,1 ponto percentual, atingindo rendimento de 4,35%.

O índice DXY, que acompanha o dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,57% no fim da tarde, aos 99,668 pontos.

No Brasil, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) também influenciaram as expectativas para os juros. O país criou 58. 568 vagas formais em julho, abaixo da estimativa das instituições financeiras.

O dado reforçou a percepção de desaceleração do mercado de trabalho e aumentou as apostas de que o Banco Central poderá reduzir a Taxa Selic (juros básicos da economia) em setembro.

A expectativa predominante é de um corte de 0,25 ponto percentual, para 13,75%, com possibilidade de uma nova redução em novembro.

A Selic está atualmente em 14% ao ano, enquanto a taxa básica de juros dos Estados Unidos está na faixa de 3,50% a 3,75%. A diferença entre os juros dos dois países é um dos fatores que influenciam o fluxo internacional de recursos e, consequentemente, o câmbio.

Foi a oitava alta consecutiva do Ibovespa. Na semana, o índice acumulou valorização de 2,71%. Em agosto, porém, ainda registra queda de 1,31%. No acumulado de 2026, a alta chega a 9,02%.

Em Nova York, os principais índices acionários encerraram a sexta-feira em baixa, pressionados pela perspectiva de uma política monetária mais restritiva do Federal Reserve.

O Nasdaq foi o mais afetado, depois de avançar mais de 1% na sessão anterior.

O Dow Jones, das empresas industriais, caiu 0,02%, aos 53. 559,99 pontos. O S&P 500, das 500 maiores empresas, recuou 0,25%, para 7. 711,73 pontos. O Nasdaq, das empresas de tecnologia, teve queda de 0,52%, aos 26.

A reação dos mercados estadunidenses refletiu principalmente a perspectiva de que o Fed poderá manter uma postura mais rígida diante da inflação. A alta dos rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos reduziu o apetite por ativos de maior risco e contribuiu para a queda das bolsas no país.

Em números

  • Dólar sobe a R$ 5,19 após tom mais duro de presidente do Fed

Fontes consultadas

  • Agência Brasillink

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