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Economia Revisado por ULTRA AI

Dólar abre em queda com cenário eleitoral no radar

Boletim Focus eleva PIB e reduz IPCA, mas mantém Selic em 13,75%

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

No exterior, a moeda norte-americana exibia sinais mistos ante as demais divisas de países emergentes, com queda de 0,36%.

Durante o feriado, uma nova pesquisa Quaest mostrou o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente empatados em 41% em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Também nesta terça, o boletim Focus mostrou que os economistas elevaram a previsão para o PIB deste ano pela primeira vez em mais de dois meses e reduziram a estimativa para a inflação pela segunda semana consecutiva.

Segundo o Focus, os analistas esperam crescimento econômico de 1,93% neste ano, alta de 0,01 ponto percentual em relação à expectativa da semana passada. Foi a primeira elevação da previsão para o PIB desde 29 de junho, quando passou de 1,98% para 1,99%.

Depois disso, a estimativa ficou estável por seis semanas e começou a cair até chegar a 1,92% na semana passada.

Para 2028, a previsão de crescimento do PIB caiu de 1,98% para 1,96%.

Olivia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, diz que a combinação de inflação menor e crescimento maior é positiva, mas a melhora foi marginal. A projeção para o IPCA passou de 5,01% para 5%, enquanto a do PIB subiu 0,01 ponto percentual.

A estimativa para a Selic, por sua vez, permaneceu em 13,75%. "O Brasil melhorou um centésimo e continua pagando juros por inteiro. Quando a boa notícia cabe na segunda casa decimal, convém não comemorar na primeira", diz a especialista.

Para ela, o dado mais relevante da inflação está nas projeções para os anos seguintes. A estimativa para o IPCA de 2027 subiu de 4,28% para 4,29%, enquanto a de 2028 permaneceu em 3,80%.

O mercado enxerga algum alívio imediato, mas ainda não comprou integralmente a história de convergência da inflação nos anos seguintes", afirma.

A trajetória da Selic reforça esse cenário. O Focus projeta a taxa em 13,75% no fim de 2026, 12% em 2027 e 10,50% em 2028. Apesar da queda de 3,25 pontos percentuais prevista para os próximos dois anos, os juros ainda permaneceriam em dois dígitos ao fim de 2028.

Isso mantém a renda fixa competitiva e o crédito caro, além de pressionar a precificação de ativos de risco, como ações. "O mercado está prevendo queda de juros, não dinheiro barato.

No Brasil, até o alívio monetário chega pagando CDI", diz.

No acumulado da última semana, o índice avançou 5,4%, a segunda maior alta do ano. Apesar do avanço de sexta-feira, o dólar caiu 1,30% na semana. No ano, a Bolsa acumula alta de 14,9%, enquanto a moeda registra queda de 6,5%.

Durante a última semana, o acirramento dos conflitos no Oriente Médio favoreceu o retorno do fluxo de investidores estrangeiros à Bolsa brasileira, com destaque para empresas de commodities, contribuindo para a valorização do real e do Ibovespa.

A alta reflete a preocupação dos investidores com a escalada militar entre EUA e Irã. Os novos confrontos aumentaram o temor de interrupções no fluxo global de petróleo, pressionando as cotações da commodity.

Nesta manhã, instalações da estatal saudita Saudi Aramco, em Jizan, voltaram a ser atingidas. No começo de agosto, os houthis, aliados de Teerã no Iêmen, já haviam atacado uma refinaria da companhia na costa do Mar Vermelho.

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Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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