Dados do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, que registrou crescimento de 0,5% no segundo trimestre, também estão no radar dos analistas durante a sessão.
Assim como na véspera (31), investidores repercutem a retomada dos ataques dos EUA ao Irã no Oriente Médio. A tensão impulsiona os preços do petróleo e favorece as ações de empresas do setor, que têm peso relevante no Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro.
Além disso, o conflito tem provocado venda de títulos públicos em diferentes países, elevando o custo de financiamento de algumas das maiores economias e abalando os mercados.
O rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA com vencimento em dez anos, uma das taxas de juros mais influentes do mundo, atingiu o maior nível desde janeiro de 2025, enquanto o dos papéis de 30 anos continuou oscilando próximo da máxima de duas décadas.
No domingo (30), os EUA atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak, no estreito de Hormuz. Segundo o Centcom (Comando Central do Exército dos Estados Unidos), a ação foi "limitada e precisa" contra forças da Guarda Revolucionária que representavam uma ameaça à via marítima.
Foi o primeiro ataque conhecido dos EUA contra o Irã desde o fim de julho. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter lançado mísseis balísticos contra duas bases aéreas americanas na Jordânia, alegando ter causado "graves danos.
A alta beneficiou o bloco de empresas petrolíferas da Bolsa brasileira. As ações da Petrobras (preferenciais), Prio e PetroReconcavo subiram 3,37%, 3,53% e 2,44%, respectivamente.
A retomada do conflito no Oriente Médio voltou a pressionar o petróleo, o que, de certa forma, favoreceu o Ibovespa por conta do desempenho das empresas petrolíferas, que tiveram desempenho positivo", diz Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos.
Para Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da StoneX, a retomada dos ataques também ampliou os temores sobre possíveis impactos na infraestrutura de escoamento de petróleo do Irã.
Analistas trabalham com um prêmio de risco mais elevado pelas incertezas sobre a retomada dos fluxos físicos de petróleo e derivados e pela retomada das ofensivas diretas entre Washington e Teerã.
O cenário reduz significativamente as expectativas de avanço nas discussões diplomáticas entre os países", diz.
A guerra no Oriente Médio também tem influenciado as decisões de política monetária ao redor do mundo. Tanto o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) quanto o Banco Central do Brasil citam o tema como fator de pressão para as decisões sobre juros das instituições.