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EUA devem anunciar novas sanções contra o Irã.
A guerra econômica anunciada contra o Irã pelo presidente americano, Donald Trump, na semana passada, deve ter novos capítulos nos próximos dias.
A expectativa é que o governo americano anuncie novas sanções contra o país do Oriente Médio, no que devem ser o conjunto "mais duro de medidas já aplicado", segundo o secretário do Tesouro dos EUA.
Na última semana, Trump, anunciou que intensificaria a pressão econômica sobre o Irã e ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando.
Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que irá promover a "operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país". Segundo ele, a campanha será uma forma de "guerra econômica" e de isolamento do Irã em uma escala sem precedentes.
QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES", publicou.
Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são.
🔎 O presidente não detalhou como a ofensiva vai funcionar nem afirmou como irá punir países que colaboram com o Irã.
Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou, nesta segunda-feira (24), que os países vizinhos que optarem por aderir à campanha de pressão econômica dos EUA poderão enfrentar "consequências.
Em sua entrevista coletiva semanal, o porta-voz do ministério, Esmaeil Baqaei, declarou.
As advertências necessárias definitivamente já foram apresentadas, porque qualquer cumplicidade com os Estados Unidos na execução de suas ações agressivas contra o Irã terá, sem dúvida, suas próprias consequências.
No sábado (22), o presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Ghalibaf, disse que o governo iraniano recebeu mensagens dos vizinhos falando sobre a criação de "novos acordos de segurança e cooperação econômica.
Recebemos inúmeras mensagens de países vizinhos sobre a formação de novos arranjos de segurança e cooperação econômica na região. Os Estados Unidos colocaram a segurança de cada um de seus aliados em um risco tão grande por meio de intimidação e total desrespeito aos seus interesses em prol de Israel, que eles brevemente viram toda a sua existência em risco", escreveu.
Os novos capítulos da guerra no Oriente Médio voltam a levantar preocupações para o mercado internacional de petróleo, em meio aos sinais de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz continuará interrompido.
O fechamento da rota, por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global da commodity antes da guerra, segue a trazer impactos nos preços de energia pelo mundo e a afetar a inflação e o crescimento global.
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundialPor quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel.
Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em queda nesta segunda-feira, uma vez que a oferta inesperada de ações pela Alibaba reacendeu as preocupações com os gastos com inteligência artificial e pesou sobre o setor de tecnologia.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 1,21%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,59%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,89% e o Nikkei,, do Japão, teve queda de 0,74%.
O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,88%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Economia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.