Após mais de um ano de disputa no alto comando do Azzas 2154, foi selado o divórcio entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy. A companhia será dividida em três operações, como adiantou O GLOBO.
- Hering e suas extensões Hering Sports, Hering Intimates e Hering Kids.
- Reserva e suas extensões, Reserva Mini, Reserva Ink e Reserva Go.
Birman leva Arezzo&Co, Carol Bassi e o ZZMall, além da Hering, que originalmente integrava o portfólio do Soma. Já Jatahy terá sob seu chapéu vestuário feminino e masculino premium — ficando com a Reserva, que era da Arezzo.
No entanto, Jatahy abrirá mão da Farm Rio — o mais forte motor de vendas e resultado do grupo —, que será colocada em uma sociedade específica na qual as duas empresas terão participação.
A Arezzo&Co vai deter 57,4% desse novo negócio, enquanto o Soma terá 42,6%.
A perspectiva é que, após a aprovação por órgãos reguladores e do cumprimento de outras exigências legais, a operação esteja concluída no primeiro trimestre de 2027.
Até lá, a operação da Azzas segue regularmente.
Na manhã desta quarta-feira, as ações do grupo Azzas 2154 tiveram negociação suspensa porque entraram em leilão — prática comum no mercado quando há anúncios relevantes ao negócio.
O foco principal está em garantir autonomia decisória a essas novas empresas, cada qual levando um dos conjuntos de marcas, para acelerar crescimento operacional, de resultados e geração de caixa.
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Estratégia é alavancar venda do e-commerce da rede varejista, enquanto marketplace ampliará oferta de itens.
Azzas (AZZA3) sobe 10% após acordo entre Birman e Jatahy para separar Arezzo e SOMA.
A operação será submetida à análise do Conselho de Administração e dos acionistas da companhia.
A Arezzo&Co reunirá as marcas de bolsas e calçados, o ZZ Mall e a Hering.
CEO do Azzas 2154, Alexandre Birman, sublinha que a construção da companhia reuniu marcas, empresas, talentos e histórias extraordinárias, mas reconhece as dificuldades.
A SOMA reunirá as marcas de vestuário feminino e masculino premium, com exceção da Farm Rio.
CEO da unidade de negócios de Moda e Lifestyle do Azzas, Roberto Jatahy já vinha no comando desse conjunto de marcas e que, na configuração atual, inclui a Farm Rio.
Após a fusão em 2024, a Arezzo ficou com 54% do novo negócio; o Soma, com 46%. Na prática, a promessa de um casamento farto em ganhos com sinergia e vendas não se cumpriu.
E a principal explicação para isso, avaliaram fontes próximas ao grupo, reside em diferenças irreconciliáveis entre Birman e Jatahy.
A gota d’água veio em abril deste ano. Ruy Kameyama, CEO de Moda e Lifestyle, pediu para deixar o cargo. Ele funcionava como um mediador entre Birman e Jatahy. Após a saída de Kameyama, Jatahy foi à Justiça contra Birman por avaliar que o sócio estaria interferindo em áreas sob a sua gestão.
As rusgas no comando derrubaram as ações da companhia. E as discussões chegaram à arbitragem.
A reorganização estabelece também uma solução definitiva para as controvérsias societárias entre os acionistas de referência.
O acordo de agora põe fim às controvérsias legais entre Birman e Jatahy, que se comprometeram em extinguir procedimento arbitral e medida cautelar hoje em curso, além de deixarem de litigar em relação a fatos ocorridos antes dessa decisão de redividir a companhia.
Essa redivisão do Azzas será feita em duas etapas. Primeiro, haverá a separação das marcas entre Arezzo&Co e Soma. Depois, haverá uma troca de ações entre os acionistas dessas duas empresas.
Quando esse processo estiver concluído, o Soma terá 25,95% das ações nas mãos de Jatahy e sócios e outros 6,18% com o bloco da família Birman. Na Arezzo&Co, a família fundadora terá 32,13%, com desembarque de Jatahy.
Os 67,87% restantes de cada empresa será detido pelos demais sócios e investidores. Cada acionista do Azzas terá ações emitidas pelas duas novas companhias em cotas proporcionais à participação que detém hoje no grupo consolidado.
A operação ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da B3.
No caso da Farm Rio — cuja separação teria sido pedida diretamente por seus fundadores, Katia e Marcello Bastos, de acordo com uma pessoa a par das negociaçõe0 —, 57,4% das ações serão da Arezzo&Co e 42,6% do Soma.
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