A ascensão do escritor Augusto Cury na corrida presidencial não ocorreu às custas de apenas um dos favoritos. O candidato tirou votos tanto de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto de Flávio Bolsonaro (PL), mas encontrou espaço principalmente entre mulheres evangélicas resistentes às duas principais candidaturas.
- Quando serão os debates presidenciais de 2026? Veja o calendário completo.
- Lula x Flávio: o que cada lado sinaliza fazer com as contas públicas em 2027.
- Tarlula? Pesquisa mostra voto cruzado de Tarcísio com Lula crescendo em São Paulo.
Segundo a pesquisadora, pesaram nesse movimento eleitoras conservadoras, preocupadas com corrupção e que também apresentavam resistência a Flávio.
Lula: Pesquisas não me abalam, são reflexo para saber o que fazer dali para frente.
A maneira como o presidente se referiu às pesquisas se difere de como alguns integrantes de sua campanha têm visto os números nos bastidore.
Eleitor se cansou da crise no STF? “Vocês estão me atrapalhando”, diz pesquisadora.
Pesquisa mostra resistência à divulgação de investigações durante período eleitoral.
Cury também conseguiu ocupar temporariamente um espaço entre eleitores sem candidato e insatisfeitos com a polarização.
Para a pesquisadora, o primeiro debate presidencial foi decisivo para esse movimento. A participação deu visibilidade ao candidato e produziu cortes que circularam pelas redes sociais.
Segundo ela, Cury conseguiu chegar a “pessoas que estavam sem um candidato e cansadas da polarização”. O avanço, porém, perdeu força.
A desaceleração abre uma disputa sobre para onde esses votos podem migrar. Schulman observa que boa parte do eleitorado das demais candidaturas tem em comum a rejeição à continuidade do atual governo.
Com Cury perdendo tração, conforme os dados das pesquisas mais atuais, o eleitorado que ele conquistou volta a ser relevante para Lula e Flávio numa disputa apertada.
Para Flávio, há um desafio particular: parte dessas mulheres tem perfil conservador, mas mantém resistência à família Bolsonaro. É nesse ponto que Michelle Bolsonaro pode ganhar importância.
Bárbara Baião, analista de política da XP, classificou a ex-primeira-dama como um “fenômeno” na comunicação com mulheres conservadoras das periferias e disse que Flávio ainda enfrenta forte rejeição nesse segmento.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…