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Economia Revisado por ULTRA AI

CSN (CSNA3) dispara 16% com chegada de Schvartsman ao comando e saída de Steinbruch

Benjamin Steinbruch deixa a presidência após 24 anos e passa a comandar o Conselho de Administração

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

As ações da CSN (CSNA3), que acumulam perdas de 30% no ano, lideram os ganhos do Ibovespa na sessão desta quinta-feira (3), após o anúncio de troca de comando da siderúrgica.

Benjamin Steinbruch deixa a presidência após 24 anos e passa a comandar o Conselho de Administração, enquanto Fabio Schvartsman, ex-CEO da Vale (VALE3), assume a presidência executiva.

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Benjamin Steinbruch liderou, em 1993, o consórcio que participou da privatização da CSN. Após a privatização, ele assumiu o comando da companhia. Sob comando de Steinbruch, o grupo ampliou sua atuação para além da produção de aço e passou a operar também nos segmentos de mineração, cimento, logística e energia.

A troca no mais alto cargo da empresa ocorre em um momento de reorganização. A companhia vem conduzindo um programa de venda de ativos com o objetivo de reduzir seu endividamento.

O BTG Pactual avaliou como positiva a nomeação de Schvartsman como CEO da CSN, substituindo Benjamin Steinbruch, que permanece como presidente do conselho. O banco espera maior foco em desalavancagem, disciplina de capital e venda de ativos, além de uma possível recuperação da confiança dos investidores.

XP vê CSN capaz de superar aperto financeiro, mas mantém cautela com ação.

A XP Investimentos avalia que a CSN (CSNA3) tem condições de superar o aperto financeiro e honrar suas obrigações até 2030, apesar da pressão sobre a geração de caixa e do elevado endividamento.

Segundo os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernando Urbano, os tradicionais motores de geração de caixa do grupo perderam força diante da piora dos fundamentos do minério de ferro e do cenário desafiador para a siderurgia.

Ainda assim, uma análise das necessidades financeiras da companhia indica que um plano de financiamento considerado viável pode permitir à CSN atravessar o período de maior pressão de liquidez.

Para a XP, a execução desse plano será o principal desafio de Fabio Schvartsman, novo CEO da CSN. Embora veja potencial para uma redução gradual da alavancagem e uma assimetria positiva para as ações, a casa mantém recomendação neutra, diante dos riscos de execução.

Já para a CSN Mineração (CMIN3), a XP considera a valuation pouco atrativa, avaliando que os múltiplos atuais já incorporam expectativas de crescimento de volume, mesmo diante de projeções mais baixas para o preço do minério de ferro.

Em números

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Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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