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Economia Revisado por ULTRA AI

Cosan reorganiza grupo, troca executivos e anuncia saída da Bolsa de Nova York

Companhia substitui vice-presidente financeiro e muda área jurídica

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A Cosan anunciou nesta sexta-feira (14) uma série de reestruturações na companhia que prevê mudanças na diretoria, a saída da Bolsa de Nova York e uma simplificação acionária no Grupo Radar —subsidiária focada na aquisição e gestão de propriedades rurais.

Em fato relevante ao mercado, a companhia informou as saídas de Rafael Bergman, diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores, e Maria Rita de Carvalho Drummond, vice-presidente jurídica.

Para o cargo de Bergman, foi anunciado José Cezário Menezes de Barros Sobrinho, que exerceu função equivalente na Rumo —empresa de logística ferroviária da Cosan.

Já a área jurídica perde o status de diretoria e passa a reportar à Barros Sobrinho.

As mudanças passam a valer em 1° de setembro.

A companhia de Rubens Ometto também convocou uma assembleia extraordinária para alterar o estatuto social e extinguir a Radar II Propriedades Agrícolas S. A., que será encerrada por meio de uma cisão total.

Nesse tipo de arranjo, uma empresa transfere a totalidade de seu patrimônio para outras sociedades e deixa de existir.

O objetivo com a cisão da Radar II é "otimizar e simplificar a estrutura" do Grupo Radar, eliminando o que foi classificado como um veículo intermediário para reduzir custos envolvidos na gestão dos negócios e permitir que Cosan e Mansilla tenham participação direta no capital social das investidas da Radar II.

De acordo com a Cosan, a incorporação dessa parcela cindida não acarretará aumento de capital, diluição de acionistas ou direito de recesso, que permite ao acionista discordante se retirar da companhia mediante reembolso de suas ações.

A companhia também afirma que a operação é classificada como transação com parte relacionada, já que a Radar II é controlada da Cosan. Não será, no entanto, necessário laudo de avaliação a preço de mercado, um mecanismo exigido na Lei das S.

Se aprovada, a cisão passa a produzir seus efeitos em 1° de outubro.

Acionista majoritária da Raízen em conjunto com a Shell, a Cosan ainda anunciou que vai deslistar seus ADSs (American Depositary Shares) da Bolsa de Nova York. Esses papéis são recibos negociados na Bolsa americana que representam ações de empresas estrangeiras.

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Após a conclusão do processo, a Cosan pretende pedir o cancelamento de seu registro na SEC (Securities and Exchange Commission), a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) dos Estados Unidos.

De acordo com a companhia, a deslistagem não afeta imediatamente seu registro na SEC e será divulgado um cronograma sobre o tratamento a ser dado ao programa de ADSs, incluindo alternativas para os detentores dos papéis.

Por fim, a Cosan também passará a fornecer uma projeção para sua métrica de cobertura de juros da dívida, uma métrica que mede a capacidade de uma empresa pagar os juros de suas dívidas com o resultado operacional gerado.

A companhia prevê que o indicador convirja para uma faixa entre 0,8 e 1,2 vez até o final de 2026.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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