Uma das entidades que questionam o fim da escala 6x1, a CNI (Confederação Nacional da Indústria), fez levantamento para mostrar que a redução da jornada semanal para 40 horas, combinada à criação de um segundo DSR (Descanso Semanal Remunerado), pode elevar os custos também das empresas que já trabalham no 5x2.
De acordo com o estudo, a mudança altera a carga considerada no cálculo mensal do salário. Um novo dia de descanso remunerado de oito horas entraria na equação.
Assim, o total por mês passaria de 220 para 240 horas.
A CNI afirma que o efeito não se limitaria ao salário-base. Também incidiria sobre o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), contribuição previdenciária, 13º salário e férias.
Após aprovação da PEC de redução da jornada semanal na Câmara dos Deputados, a CNI disse que o texto chancelado era inadequado e inoportuno. A entidade defende que a discussão seja aprofundada após as eleições.
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