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Economia Revisado por ULTRA AI

China tem 1º parque industrial zero carbono, com fábricas de baterias e de turbinas eólicas

Complexo da Envision foi inaugurado em 2022 e reconhecido pelo Fórum Econômico Mundial

3 min de leitura
China tem 1º parque industrial zero carbono, com fábricas de baterias e de turbinas eólicas

Fica na Mongólia Interior, na China, o primeiro parque industrial com saldo zero de dióxido de carbono, o principal gás do efeito estufa. Mas, ao contrário do que parece, o projeto não se refere a um complexo manufatureiro no qual não há emissões, mas a um cálculo que permite compensar matematicamente a quantidade de emissões lançadas na atmosfera.

Chamado de "net-zero", o parque abriga fábricas de baterias e de turbinas eólicas e tornou-se parte da vitrine chinesa de energia renovável. Desde sua inauguração, em 2022, foi reconhecido pelo Fórum Econômico Mundial como o primeiro do tipo no mundo, e virou um modelo que a empresa responsável, a Envision, quer exportar.

Para chegar ao saldo líquido de emissões de CO2, projetos do tipo equiparam o consumo de energia à geração renovável, ao armazenamento e a sistemas de gestão de carbono ao longo de um período de contabilização definido, explica Gang He, professor de política energética e climática da Faculdade Baruch, dos Estados Unidos.

Trata-se de uma inovação importante, porque a descarbonização industrial exige exatamente esse tipo de coordenação entre energia limpa, armazenamento e demanda flexível.

O docente afirma que, embora admirável, a iniciativa tem ressalvas. Uma delas é que a contabilização pode ser anual, o que permite compensar contabilmente o uso de combustíveis fósseis nos períodos em que não há disponibilidade de fontes renováveis –no caso da energia solar, por exemplo, durante a noite.

Para ser totalmente zero carbono, a contabilização precisaria ser hora a hora.

Na China, porém, o selo "net-zero" não exige um saldo realmente zerado. Para ganhar a certificação, deve-se fazer um cálculo que considera as emissões de carbono por unidade de consumo de energia, e o resultado deve ser cerca de 90% inferior à média nacional.

A norma estabelecida pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma traz ainda outros indicadores, mas eles são considerados apenas como orientação, e podem ser dispensados caso a companhia justifique.

Segundo Huang Wenchuan, vice-diretor da Comissão de Desenvolvimento e Reforma da Mongólia Interior, projetos do tipo são parte central do esforço chinês para atingir as principais metas climáticas do país, que consistem no pico de emissões até 2030 e na neutralidade de carbono até 2060.

Apoiamos a participação de governos locais, empresas de parques, empresas de produção de energia, empresas de redes elétricas, empresas privadas e outros tipos de entidades na construção de parques de emissão zero, construindo uma comunidade de interesses", diz.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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