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Economia Revisado por ULTRA AI

Casas Bahia e Habib's fazem país acordar para problema faz meia década no forno

Dívida alta das famílias é problema pelo menos desde 2021; juros pioraram situação

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

A recuperação extrajudicial de Casas Bahia e Habib’s, marcas "pop", acabou por dar rosto para uma situação que anda ruim faz tempo, não apenas por causa de juros e dívidas.

O enrosco, porém, não é bem compreendido ou é manipulado a depender do gosto político do freguês.

Parece ficar mais forte a sensação de "crise no ar", de que o "Brasil vai mal". Até pessoas que deveriam estar mais informadas do problema não se deram conta de que o novo rolo começou faz meia década, tanto em empresas avariadas como na situação do crédito de firmas e famílias.

A política econômica ruim de Lula 3 agravou essa situação, em particular a partir de 2024. Além do mais, lapso ou descaso regulatório facilitou a distribuição em massa dos letais cartões de crédito a uma população recém-bancarizada e que teve aumentos de renda nos últimos cinco anos menores do que se imagina.

Juros altos de fato deram a rasteira em empresas que estavam mal das pernas por vários motivos. Mas a impressão de onda de destruição geral do varejo é equivocada.

Mesmo os pedidos de recuperação extrajudicial precisam de contexto.

Sim, em números, os pedidos são "recorde", mas a maior novidade é o agro. De uns 3% de participação no total de pedidos de 2013 a 2017 passou a 30% no ano passado —e subindo.

Descontado o agro, o número desses pedidos cresce bem mais devagar, embora esteja nos níveis da recessão medonha de 2015 e 2016. O salto das recuperações extrajudiciais para um patamar próximo do atual ocorrera JÁ EM 2023.

Não temos bons dados para comparar o tamanho econômico (valores) da encrenca. Por outro lado, muita recuperação é discutida com bancos, sem alarde. Por fim, mudança na lei (2021) facilitou o recurso à extrajudicial.

Quanto ao agro, o assunto não cabe nestas colunas, hoje.

Há outros indicadores a matizar essa história ruim. Bancos são obrigados a separar um dinheiro para cobrir perdas com possíveis calotes, as ditas provisões. Sobem desde janeiro de 2025, de 7% do crédito para 7,8% agora (também a média deste ano).

Os dados, porém, não são imediatamente comparáveis com os do período anterior, por mudança legal no modo de registrar perdas potenciais. Para dificultar a análise, empresas maiores passaram a tomar mais crédito fora de banco, via mercado de capitais.

A inadimplência de pessoas físicas e empresas com os bancos aumenta desde janeiro de 2025 (de novo, difícil comparar com anos anteriores). Entre empresas, problema grave mesmo é com firmas pequenas e médias, das quais pouco se fala por não terem marcas conhecidas.

Juros nos bancos sobem desde o trimestre final de 2024. Sem conserto macroeconômico, que não veio, daria besteira. A dívida das famílias, como proporção de sua renda anual, recomeçou a aumentar em meados de 2024.

O grande salto, porém, acontecera em 2021 (de 41% para 49%). O tamanho relativo da dívida é agora similar ao de 2022 (quase 49%) e foi em média de 48% em 2023 e 2024, embora o serviço da dívida seja um pouco maior.

Endividamento" (mais crédito) não é ruim se a economia é estável. Não é nosso caso.

Dívida privada alta e a do governo em alta forte eram sinais de que o padrão de crescimento botaria a língua para fora, seja por economia aquecida além da conta, descrédito do governo ou por um choque externo.

Vai ser difícil digerir esses excessos. Assunto para amanhã.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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