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Economia Revisado por ULTRA AI

Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA

4 min de leitura
Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA

Canadá impõe novas tarifas contra os EUA.

As medidas, que entram em vigor em 8 de setembro, terão alíquotas de 15%, 25% e 50% e atingirão cerca de 700 produtos importados dos EUA.

Trump sugere trocar nome do Lago Ontário para 'Lago América' em meio a disputa com Canadá.

Segundo o governo canadense, as contratarifas foram definidas para ter impacto limitado sobre consumidores e empresas do país, mas aumentar a pressão sobre os Estados Unidos.

O programa inclui recursos para pequenas e médias empresas, financiamento para fluxo de caixa e auxílio a trabalhadores que possam ser prejudicados pelas novas medidas.

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As tarifas de 50% incidirão sobre setores como aço, alumínio, móveis e vestuário. Produtos como queijo, eletrodomésticos e alguns frutos do mar terão tarifa de 25%, enquanto eletrônicos e ferramentas serão taxados em 15%, segundo um funcionário do governo.

O valor dólar por dólar das contratarifas, assim como um pacote de apoio de vários bilhões de dólares, protegerão trabalhadores, agricultores, famílias e empresas", disse o ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne.

Segundo informou a agência Reuters, um funcionário do governo canadense disse que as novas tarifas foram projetadas para que o impacto sobre consumidores e empresas canadenses seja mínimo e ainda possa atingir os EUA.

A disputa comercial entre Estados Unidos e Canadá ganhou força no início de 2025, após Donald Trump anunciar tarifas sobre produtos canadenses.

Em fevereiro daquele ano, o presidente americano determinou uma alíquota de 25% sobre a maior parte das importações do Canadá e de 10% sobre produtos de energia, sob a justificativa de combater o fluxo de drogas e a imigração ilegal.

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A medida teve sua entrada em vigor adiada por algumas semanas, mas acabou sendo implementada em março.

O Canadá respondeu com tarifas sobre produtos americanos.

A disputa continuou a se intensificar ao longo de 2025 e 2026, com novas tarifas americanas sobre setores estratégicos, como aço, alumínio e automóveis. Em 2025, por exemplo, os EUA elevaram para 50% as tarifas sobre aço e alumínio.

Após dias de negociação e sem conseguir chegar a um acordo, Trump anunciou na segunda-feira (24) uma nova escalada: tarifas de 50% sobre carros, caminhões, autopeças e aço importados do Canadá, com entrada em vigor prevista para 1º de janeiro de 2027.

A decisão ampliou a pressão sobre setores centrais da integração econômica entre os dois países.

Nova estratégia de Trump pode parar novamente nos tribunais.

Para impor as novas tarifas, Trump recorreu à Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, uma norma pouco conhecida que permite ao presidente americano aplicar tarifas contra países que adotem práticas comerciais consideradas discriminatórias ou desiguais contra os Estados Unidos.

A medida chama atenção porque a Seção 338 nunca havia sido usada por um presidente americano para impor tarifas, segundo reportagem publicada nesta terça-feira, 25, pelo jornal americano The New York Times.

A estratégia também coloca Trump novamente diante de uma possível batalha judicial. O presidente já teve outras medidas tarifárias contestadas nos tribunais, e especialistas em comércio avaliam que o uso da Seção 338 contra o Canadá pode ser questionado caso a disputa comercial entre os dois países continue se intensificando.

Como as tarifas de Trump podem afetar o Canadá.

A manutenção das tarifas de 50% dos Estados Unidos sobre produtos canadenses pode colocar mais de 87 mil empregos em risco no Canadá, segundo estimativa do economista Trevor Tombe, da Universidade de Calgary no Canadá.

O cálculo considera os efeitos diretos sobre empresas exportadoras e também os impactos sobre fornecedores e prestadores de serviços.

As províncias de Ontário, Quebec e Colúmbia Britânica estariam entre as regiões mais afetadas. Mas os impactos não ficariam restritos às regiões diretamente expostas às tarifas: Alberta, por exemplo, teria cerca de 9 mil empregos em risco, apesar de suas próprias exportações serem pouco atingidas.

O economista estima que a perda dos postos poderia elevar a taxa de desemprego canadense de 6,4% para cerca de 6,8%.

O Canadá é o principal cliente de 26 estados americanos, incluindo Maine, Michigan e Wisconsin. Além disso, figura entre os três maiores compradores de 45 dos 50 estados americanos.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Economia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Economialink

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