As contas do governo Tarcísio pioram, e os números oficiais do próprio estado apontam para essa realidade.
O processo de piora é retratado também pela diminuição do saldo líquido de recursos em caixa, pelo aumento das renúncias fiscais, pelo rombo da Previdência e pela diminuição expressiva do resultado primário das contas do estado.
O governador, visto pelos seus eleitores como um eficiente "gerentão", prefere dizer que os investimentos aumentaram com a inclusão no cálculo das chamadas inversões, como as PPPs.
Não é por acaso que a contabilidade pública manda separar uma coisa da outra. São coisas diferentes.
Com a campanha eleitoral nas ruas, os candidatos à reeleição de governos estaduais e os presidenciáveis que foram governadores (Romeu Zema e Ronaldo Caiado) vendem números a torto e a direito para os eleitores sem o mesmo escrutínio que se faz das contas do governo federal.
A razão é simples: não há um acompanhamento sistemático das contas estaduais. Desde a pandemia, os estados têm tido receitas maiores, que têm sustentado a alta das despesas.
As sabatinas têm mostrado a dificuldade de lidar com os números jorrados pelos candidatos que não adotaram o receituário que agora pregam nas eleições.
Reconhecer o problema dos estados não implica dizer que está tudo bem com as contas do governo federal. Elas vão mal. O aumento da dívida pública em quase 10 pontos percentuais no governo Lula e os juros altos são a prova.
Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
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Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.