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Cultura Revisado por ULTRA AI

Stray Kids fecha 1º dia de K-pop do Rock in Rio com espetáculo em que fãs são protagonistas

Com passarela ampliada, lightsticks liberados e uma plateia eufórica, grupo sul-coreano apresentou sonoridade barulhenta para padrões do estilo e tocaram trecho

4 min de leitura
Stray Kids fecha 1º dia de K-pop do Rock in Rio com espetáculo em que fãs são protagonistas

Eram oito integrantes no palco e muito a se falar sobre a performance deles, mas é difícil escapar do clichê: no show do Stray Kids, o maior espetáculo veio da plateia.

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Stray Kids canta “Walkin On Water” no Rock in Rio.

Em sua segunda vinda ao Brasil, após shows em estádios do Rio e de São Paulo no ano passado, o grupo mostrou suas credenciais para ter se tornado headliner da primeira noite de K-pop da história do Rock in Rio.

Foram recebidos por gritos, cantoria e muitas, muitas dancinhas dos STAYs, codinome dos fãs. Eles retribuem com coreografias precisas no palco, com destaque para a de “Domino”.

Com tanta dança, é claro que eles se apoiam em vocais de apoio gravados, mas é fácil notar que há partes cantadas ao vivo, como o trecho de “Ai se eu te pego”, hit na voz de Michel Teló.

Para atender ao estilo de show do grupo, a organização do festival fez concessões. Os lightsticks, bastões de luz essenciais entre os acessórios de kpoppers, foram liberados.

Os integrantes também puderam avançar por uma enorme passarela que não faz parte do cenário costumeiro do Palco Mundo.

De lá, gritaram palavras de ordem em português como “Faz barulho”, “Pula” e “Caraca”. Fizeram também discursos em inglês e coreano com tradução simultânea para o português.

Disseram, por exemplo, que não era possível ver o final da multidão: os 100 mil ingressos se esgotaram.

Ao vivo, o Stray Kids mistura eletrônica de batidas pesadas, rap e vocais e harmonias associados ao R&B, gênero afro-americano que se consolidou nos Estados Unidos a partir dos anos 1940 e sigla para ritmo e blues, responsável por ser o estilo base de outros estilos como soul e rock.

Também anunciaram que incluiriam um pouco de samba em “Chk chk boom", mas a influência na percussão vem tímida.

No geral, as letras falam de autoafirmação, saúde mental e a ideia de buscar seu caminho na vida. Tem tudo a ver com o nome do grupo: são “crianças perdidas” procurando rumo.

Formado em 2017 pela produtora JYP Entertainment em um reality show, o Stray Kids se tornou um dos grupos do estilo mais bem-sucedidos, com nove álbuns consecutivos estreando em 1º lugar na Billboard 200, uma marca imbatível levando em conta artistas de qualquer estilo.

Com esse desempenho, venderam mais de 30 milhões de álbuns.

Os oito integrantes entre 24 e 29 anos (Bang Chan, Lee Know, Changbin, Hyunjin, Han, Felix, Seungmin e I. N.) se diferenciam por produzir a maioria de suas músicas.

O processo é comandado pelo trio 3RACHA, espécie de subgrupo formado por Bang Chan, Changbin e Han.

Quando começaram, parte da crítica disse que o som era barulhento demais e não aceitou aquele “caos sonoro”. A partir dessas reações, cunharam o termo “noise music” (música barulhenta), escolhido de forma irônica.

O álbum “NOEASY” era uma adaptação desse trocadilho: “no easy” (nada fácil) + “noise” (ruído). A faixa “Thunderous” brinca com a palavra coreana “sori” (ruído) e com a tradição de cantores de pansori, transformando a ideia de “som barulhento” em algo proposital.

Os arranjos considerados agressivos (para o padrão do K-pop) fogem mesmo um pouco do padrão super aparadinho dos hits do estilo. A maior exceção é “After You”, com estrutura mais tradicional e ecos da EDM, a música eletrônica mais pop.

A versão ao vivo de “Walkin On Water”, por exemplo, poderia facilmente estar no repertório de uma banda de new metal. “LALALALA”, por sua vez, não faria feio no álbum de um artista de pop punk.

O fato de eles terem uma banda com baixo, guitarra, bateria e teclado no palco colabora com todo o peso.

O barulho virou conceito, mas nada tem a ver com o noise rock ou com o noise eletrônico, bem mais áspero e com a distorção como protagonista. O ruído no show do Stray Kids vem dosado, com elementos agressivos (batidas industriais, sintetizadores, sons de alarmes) em momentos estratégicos, como no refrão.

Mas o ruído que mais pega um desavisado pelo ouvido ainda é o do fandom do octeto. Se alguns criticaram as plateias dos dois dias de rock do festival, que não esgotaram os ingressos e empolgaram menos do que de costume, isso nunca poderia ser dito sobre os kpoppers.

Em números

  • Disseram, por exemplo, que não era possível ver o final da multidão: os 100 mil ingressos se esgotaram
  • Com esse desempenho, venderam mais de 30 milhões de álbuns

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Fontes consultadas

  • G1 Pop & Artelink

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