Estreado na noite de ontem, quarta-feira, 2 de setembro, na cidade de São Paulo (SP), o show ganha mais cinco datas – três em São Paulo (SP) de 11 a 13 de setembro, uma no Rio de Janeiro (RJ) em 6 de novembro e outra em Vila Velha (ES), estado onde Lúcio Silva de Souza nasceu há 38 anos, em 7 de novembro – em turnê anunciada à mídia com o gancho de apresentar o cantor em “formato inédito”.
No palco, Silva canta e toca violão, piano, sintetizador e violino, acompanhado por trio formado pelos músicos Gabriel Ruy na bateria e programações, Hugo Maciel no baixo e Rômulo Quinelato na guitarra.
O texto promocional do show alardeia que esse formato possibilita um “novo olhar” sobre canções já há muito cantadas por Silva em shows.
O roteiro rebobina hits como “Feliz e ponto”, “A cor é rosa”, “Fica tudo bem”, “Girassóis”, “Brisa”, “Júpiter” e “Um pôr do sol na praia”, além de “Palavras no corpo”, (grande) música composta por Silva e Omar Salomão em 2018 para Gal Costa (1945 – 2022).
É fato que Silva já fez show calcado no repertório de Marisa Monte e que costuma dar voz a sucessos do universo afro-baiano da axé music quando põe na rua o “Bloco do Silva”.
Contudo, tirando esses dois projetos de intérprete, a discografia de Silva é essencialmente autoral desde o primeiro álbum, “Claridão” (2012), e centrada na parceria do artista com o irmão, Lucas Silva.
Logo, qual a real novidade de um show em que Silva canta o repertório de... Silva? Nenhuma. Mas toda turnê precisa de um gancho midiático, seja um “formato inédito” ou um “novo olhar”, para tentar gerar notícia.
É assim que a banda tem tocado na era dos festivais e das turnês anunciadas como grandes eventos. Portanto, Silva somente dança conforme a música.
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