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Cultura Revisado por ULTRA AI

O rock nacional está vivo e engoliu as atrações internacionais no 1º final de semana do Rock in Rio

Em busca de nostalgia e conexão afetiva, público vibrou com atrações como Capital Inicial, Biquini Cavadão, Detonautas, Barão Vermelho e mais.

4 min de leitura
O rock nacional está vivo e engoliu as atrações internacionais no 1º final de semana do Rock in Rio

O Brasil está sentindo falta do rock nacional nos palcos dos grandes festivais? Pela reação do público do Rock in Rio, a resposta é sim.

  • Detonautas faz Biquini Cavadão voltar ao Rock in Rio após 25 anos e mostra que banda merecia show solo.
  • Sepultura aposta em show exclusivo só com 'era Derrick' na penúltima apresentação da carreira no Brasil.
  • Roupa Nova retorna ao Rock in Rio após 35 anos e faz passeio por novelas com estreia de Guilherme Arantes.
  • Barão Vermelho homenageia Cazuza e levanta jovens que aguardam primeiras atrações pop do Rock in Rio.

Público vibra com imagem de Cazuza no telão durante show do Barão Vermelho.

As décadas de história de bandas como Capital Inicial, Biquíni Cavadão, Barão Vermelho e, até, do Legião Urbana (representado no evento por Dado Villa-Lobos), arrebataram uma multidão que passou pelos primeiros dias do evento.

O que se via eram palcos lotados, fãs ávidos para ver seus ídolos e um clima de pura nostalgia, com hits que foram trilha da vida de muita gente sendo tocados ao vivo.

A busca pela música nacional chamou a atenção diante de atrações internacionais como Avenged Sevenfold, Bring Me The Horizon, Foo Fighters e Rise Against.

Houve público para eles também, claro. Mas foram os brasileiros que atraíram um grande público para acompanhar o festival desde as primeiras horas do evento. Não é raro que as primeiras atrações se apresentem para dezenas de fãs.

Mas não foi o caso desta edição, mesmo sem a “colaboração” do clima.

Os dois primeiros dias do Rock in Rio foram dedicados às diferentes vertentes do rock, mas não tiveram seus ingressos esgotados. Foram também os dias mais chuvosos.

Mas não o suficiente para afugentar o público que costuma cobrar o festival e criticar a ausência do rock no Rock in Rio.

Sob chuva forte ou garoa, estavam ali fãs do Sepultura acompanhando a penúltima apresentação do grupo no Brasil, admiradores do Capital Inicial fechando os olhos para cantar “Primeiros Erros” e outros hits da banda comandada por Dinho Ouro Preto, seguidores do Biquini Cavadão celebrando o retorno deles após 25 anos de sua única passagem pelo evento.

E até mesmo o soft rock do Roupa Nova foi muito celebrado e emocionou. Os caras dão voz para a música tema do Rock in Rio, mas só passaram uma vez pelo palco do evento.

E 35 anos atrás. Fizeram um baile pela trilha das telenovelas brasileiras e ainda fizeram Guilherme Arantes estrear no evento.

Roupa Nova emociona público do Rock in Rio cantando ‘A Viagem’.

O próprio Barão Vermelho, que estava no meio do primeiro dia de pop da edição, reuniu uma multidão embaixo de chuva para acompanhar um trecho de sua turnê Encontro e assistir a uma gravação de Cazuza “cantando” "Todo amor que houver nessa vida" novamente no festival.

Ele apareceu no telão, emocionando muitos fãs.

Talvez por serem atrações nacionais, a sensação é de que as bandas estão sempre por aqui. E, por isso, pode fazer com que elas não sejam convocadas para grandes festivais, que costumam focar em convocar atrações internacionais de grande porte ou estreantes no país.

Mas, com décadas de histórias, muitas estão fazendo apenas turnês comemorativas pelo país. E elas não passam por todas as cidades, além de não caberem em qualquer casa de show – que leva a um debate atual em tempos de eventos em estádios e arenas.

Em suma, a demanda por nossas estrelas existe, sim. E é grande. O próprio Rock in Rio é prova disso. Em sua última edição, o festival fez o dia “Pra Sempre Brasil”, reunindo estrelas de diversos gêneros musicais.

O momento dedicado ao rock foi o último a subir ao palco. Mesmo após falhas técnicas, atrasos, mudanças de horário e cancelamento, os roqueiros não arredaram pé dali.

Já era 2h da manhã quando o show começou. E se manteve lotado até o final.

Outro indício de que há uma forte busca do público brasileiro por seu próprio som, nem que seja pelo clima de nostalgia e para apreciar faixas com uma relação afetiva, é a criação do C6 no Rock.

O braço roqueiro do festival estreou este ano, em agosto, e trouxe estrelas como Ira!, Os Paralamas do Sucesso, Paulo Ricardo, Plebe Rude e Titãs.

Para jovens músicos que estavam, talvez, sem uma grande referência para investir no mercado musical, dominado, hoje, pelo funk e o sertanejo, o atual cenário é pura inspiração.

E a resposta para muita gente que ainda acredita que o rock nacional morreu. Ele está vivo.

Detonautas e Biquini Cavadão tocam "Tédio" no Rock in Rio 2026.

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Fontes consultadas

  • G1 Pop & Artelink

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