Ir para o conteúdo
Cultura Revisado por ULTRA AI

Belo prova que pagode não é menos poesia em noite de Gil e Elton John no Rock in Rio

Apresentação abarrotada de gente aconteceu em palco secundário e com tempo mais curto. Nem por isso suas letras deixaram de emocionar.

3 min de leitura
Belo prova que pagode não é menos poesia em noite de Gil e Elton John no Rock in Rio

Belo voltou ao Rock in Rio nesta segunda-feira (7) como o poeta romântico que nunca deixou de ser. Abriu o show que durou 52 minutos com um dos seus maiores sucessos, “Perfume”.

  • HORÁRIOS ROCK IN RIO: Confira a programação completa.
  • GALERIA: Veja fotos dos shows 4º dia.
  • Famosos curtem 4º dia; veja imagens.

De óculos escuros e vestido com um conjunto prateado brilhante, declamou sobre o aroma da amada: “espalhado pelo ar, me chamando pra deitar, e morrendo de saudade te encontrei no meu lugar”.

Mais na frente, emendou uma sequência de hits cuja letras já foram trilha de paixões descabeladas e términos fundo do poço para muita gente: “Adrenalina”, “Preciso Te amar”, “Vício”, “Razão da minha vida”, “Mel”.

O ex-integrante do Soweto fez todos os papéis. Encarnou também o personagem do homem sofrido que foi trocado em “Desse Jeito é Ruim Para Mim” (2008), uma das letras mais poéticas e profundas do seu repertório: “Eu tento te entregar meu coração, você não quer saber nem diz que não.

Parece que amar quem não te quer te faz sentir melhor ou mais mulher”.

No palco, mais de 10 dançarinas vestidas de top e sainhas sambavam sincronizadas ao seu redor. Ao fundo, uma cidade cenográfica emulava lajes, mesas de bar e uma quadra de basquete.

O cantor de Itaquera (SP), que já havia se apresentado no mesmo espaço em 2024, passou da hora de ser escalado para os palcos principais (Péricles se apresentará no Sunset pouco depois do paulista Marcelo Pires).

Ao g1, semanas antes do show, justificou não ter pretensões de se apresentar no Mundo: “O Favela tem mais a ver comigo e com todo o meu povo do pagode, preto e de periferia”.

Nesta segunda, disse “estou representando a Baixada” e convocou seus fãs logo na abertura da apresentação: “é para fazer o Palco Favela, hoje, o maior de todos, hein.

O público não quis nem saber de Jon Batiste e sua música clássica lá no Principal e estava abarrotado aos pés do pagodeiro completando “Belo!” todas as vezes em que ele cantarola: “Lelelelelele”.

Do lado esquerdo do palco, já pertinho do fim do show, era possível ver seguranças que estavam trabalhando no festival filmando com seus celulares e cantando o refrão de “Recomeçar”.

Pelo legado construído em mais de 30 anos de carreira, o festival alçou Belo ao título de embaixador do Palco Favela nesta edição. Na boca miúda do povo, essa coroa já era dele faz tempo.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Fontes consultadas

  • G1 Pop & Artelink

Leia também

Mais em Cultura