Alta ocupação e força da pesca esportiva pesaram na manutenção dos voos durante a temporada turística.
Mais de 12,5 mil passageiros utilizaram a rota em quatro meses; conexão é estratégica para pesca esportiva, turismo e negócios no Pantanal.
A forte procura pela ligação aérea entre Corumbá e Campinas garantiu a continuidade dos voos até 30 de novembro. Entre março e junho, mais de 12,5 mil passageiros embarcaram ou desembarcaram na cidade pantaneira, movimento que ajudou a sustentar a decisão de estender uma conexão considerada estratégica para o turismo, os negócios e os próprios moradores da região.
Operada pela Azul Linhas Aéreas, a rota teria inicialmente voos somente até 4 de outubro. Com a prorrogação, serão mantidas quatro frequências semanais até o fim de novembro.
A continuidade foi articulada pela Prefeitura de Corumbá, Associação das Empresas de Turismo de Corumbá (Acert) e Governo de Mato Grosso do Sul.
A extensão atende especialmente a um período importante para a economia turística de Corumbá. A temporada de pesca esportiva prossegue até 5 de novembro, quando começa o período de defeso, a piracema.
A interrupção dos voos em outubro deixaria o município sem ligação aérea justamente nas semanas finais de uma das atividades que mais movimentam hotéis, pousadas, barcos-hotéis, restaurantes, agências e prestadores de serviços.
Os números mostram o peso da operação. Entre março, início da temporada de pesca, e junho foram realizados 61 voos, com 6. 318 embarques e 6. 264 desembarques. Ao todo, 12.
Os voos são realizados com aeronaves Embraer E195-E2, com capacidade para 136 passageiros. O índice de ocupação tem sido considerado elevado para uma operação regional.
Em abril, por exemplo, o aproveitamento chegou a aproximadamente 83%.
Pesquisa do Observatório de Turismo do Pantanal com usuários da Azul no Aeroporto Internacional de Corumbá reforça a relação direta da rota com o turismo. Entre os entrevistados, 64,71% eram visitantes, com predominância de turistas atraídos pela pesca.
Negócios e trabalho aparecem na sequência entre as razões das viagens.
A conexão também aproxima o Pantanal de um dos maiores mercados emissores de turistas do País. São Paulo responde por 36% da origem dos visitantes entrevistados.
Depois aparecem Rio de Janeiro, com 17,17%, e Minas Gerais, com 13,64%. Santa Catarina, Goiás, Distrito Federal e Paraná também estão entre os mercados identificados pela pesquisa.
Campinas tem ainda uma vantagem logística: o Aeroporto de Viracopos funciona como centro de conexões para dezenas de destinos, permitindo que passageiros de outras regiões cheguem ao Pantanal utilizando a mesma malha aérea.
A manutenção da rota, portanto, vai além de preservar um voo regional. Significa manter Corumbá conectada a importantes mercados consumidores justamente quando a cidade busca ampliar sua presença no turismo nacional e reduzir uma das principais barreiras enfrentadas pelo destino: a distância dos grandes centros.
Segundo a Fundação de Turismo do Pantanal, melhorar essa logística pode estimular a chegada de novos visitantes e beneficiar toda a cadeia turística, formada por hotéis, pousadas, barcos-hotéis, agências, restaurantes, transportadores, guias e outros empreendimentos.
A importância dos voos não se limita a quem chega ao Pantanal. Para os moradores de Corumbá, a ligação aérea representa acesso mais rápido a grandes centros para compromissos profissionais, estudos, saúde, lazer e visitas familiares.
Entre os residentes entrevistados pelo observatório, 51,85% apontaram São Paulo como principal destino, seguido pelo Rio de Janeiro, com 21,30%. Considerando as cidades procuradas, São Paulo concentra 42,59% das viagens, Rio de Janeiro 20,37% e Campinas 6,48%.
Os números reforçam uma realidade particular de Corumbá. Localizada no extremo oeste de Mato Grosso do Sul e distante dos principais centros urbanos do País, a cidade depende de boa conectividade para transformar seu potencial turístico em movimento econômico.
Nesse cenário, manter aviões ocupados significa mais do que preservar uma linha no mapa da aviação regional. Significa encurtar a distância entre o Pantanal, seus visitantes e os grandes mercados nacionais.
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Em números
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- Entre março e junho, mais de 12,5 mil passageiros embarcaram ou desembarcaram na cidade
- Com 12,5 mil passageiros, Corumbá mantém conexão aérea com Cam
Fontes
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