Ir para o conteúdo
Brasil

Vorcaro sabia de investigação semanas antes de prisão, indica PF

Relatório da PF permite traçar uma linha do tempo que indica que o ex-banqueiro tinha informações privilegiadas sobre a investigação ainda em outubro do ano pas

3 min de leitura
Brasil — imagem padrão

Caso Master: o ex-banqueiro Daniel Vorcaro soube antes que seria alvo de uma operação e tentou antecipar o voo para sair do país. É o que mostra o relatório da Polícia Federal (PF) no inquérito da Compliance Zero, que teve o sigilo levantado nesta quinta-feira (11).

Pelo relatório é possível traçar a linha do tempo. Os registros começaram em outubro do ano passado - isso tudo anotado no bloco de notas do celular de Vorcaro.

Tinha, ali, o nome de policiais federais que se reuniram com o Banco Central (BC) e perguntas sobre o juiz federal Ricardo Soares Leite, que era o responsável por medidas contra ele.

??️ Ouça mais: Caso Dark Horse: documentos mostram Flávio Bolsonaro como investigado.

E aí, um dia antes da operação, no dia 17 de novembro, Vorcaro recebe mensagens do advogado. Isso logo cedo, pouco depois das 7h. Uma hora e meia depois, ele avisa que estava agendando o voo saindo do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Fica em contato, nesse meio tempo, com Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, dois servidores do Banco Central. Se reúne com Ailton Aquino, diretor do BC.

E, à noite, é preso em Guarulhos quando ia embarcar para os Emirados Árabes. Alvo na operação Compliance Zero.

A conclusão da Polícia Federal é a de que havia “indícios veementes” de que Vorcaro soube de maneira antecipada não apenas que haveria uma investigação criminal em curso, mas também a vara, o nome do juiz e membros da equipe de investigação.

A queda do sigilo ocorre a quatro dias da sessão extraordinária no Supremo Tribunal Federal (STF) que vai discutir a situação do ministro Alexandre de Moraes. Trata-se de relatório da PF que André Mendonça liberou e que mostra mais de 50 mensagens recebidas por Moraes, enviadas por Daniel Vorcaro.

Os ministros também vão discutir a conduta nos inquéritos, essa questão de troca de relatórios como a que houve na semana passada: liminares de um ministro contra o outro num “comando conflitante”, como afirmou o próprio presidente da Corte, Edson Fachin.

Nessa quinta-feira, Fachin passou o dia reunido com ministros em conversas individuais. A sessão na próxima terça-feira deverá será aberta, pelo menos por enquanto.

Nesta sexta-feira termina o prazo para Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, dar explicações. O prazo de 48 horas foi aberto por Edson Fachin depois de Andrei ter sido tirado e reintegrado no comando da PF por decisões primeiro de André Mendonça e, depois, de Flávio Dino.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Fontes consultadas

  • Radioagência Nacionallink

Leia também

Mais em Brasil