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Viva Maria: devoção à Santa Raimunda na Amazônia vira tema de livro

Em entrevista ao Viva Maria, a pesquisadora Raquel Dourado da Silva fala sobre seu livro que aborda a fé e a cultura de seringueiros na Amazônia.

2 min de leitura
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Depois da festa que comemorou ontem os 49 anos da nossa Rádio Nacional da Amazônia, Viva Maria se apressa para celebrar o Dia da Amazônia, que a cada 5 de setembro é lembrado até com feriado na terra de Chico Mendes.

Em memória a Chico Mendes, queremos homenagear as iaras, as tuíras e os povos da floresta que inspiram o trabalho de pessoas como a pesquisadora e escritora Raquel Dourado da Silva, que escreveu um livro que fala sobre a chegada de populações nordestinas aos seringais durante o século XX para a exploração da borracha.

Nesse livro, é possível compreender como foi que a fé e a cultura nordestina tiveram de ser ressignificadas na Floresta Amazônica em meio àquela imensidão desse novo ambiente onde a devoção à Santa Raimunda se destaca.

Estamos falando do livro "Espaços de Peregrinação: A Devoção nas Estradas da Siringa". Esse livro foi lançado recentemente na Reserva Extrativista Chico Mendes, em Assis Brasil, bem como na capital acreana.

Durante o bate-papo com a apresentadora Mara Régia, Raquel compartilhou a emoção do retorno à comunidade durante a festa de Santa Raimunda do Bom Sucesso, onde reencontrou as populações extrativistas.

A escritora destacou o significado de devolver o resultado de sua pesquisa diretamente aos devotos, que formaram filas para registrar suas próprias histórias de fé na “santa dos seringais” — uma parteira indígena sacrificada no trabalho de parto e canonizada pelo povo.

A autora ressaltou ainda a dimensão cultural e ambiental desse catolicismo popular, lembrando como os territórios onde ocorrem mortes são reconhecidos pelos povos originários como sagrados.

Diante das atuais urgências climáticas, a devoção também dialoga com a militância pela conservação ambiental e com a busca por valorização social para as famílias florestais.

O livro também teve calorosa receptividade na capital acreana, reunindo moradores e migrantes urbanos em torno de memórias compartilhadas.

Com olhar no futuro, a escritora prepara o próximo lançamento do livro no Congresso Nacional da Pós-Graduação de Turismo, em Macapá, entre 23 e 25 de setembro. Ao público geral, a obra oferece um convite para peregrinar pelas Reservas Extrativistas e compreender a essência da fé na Amazônia.

O encontro encerrou-se em tom de celebração e cumplicidade, reafirmando o compromisso conjunto com a defesa da floresta e de suas tradições.

Confira a entrevista completa no player acima.

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Fontes consultadas

  • Radioagência Nacionallink

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