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Vídeo mostra momentos antes da queda de helicóptero na Vista Chinesa e susto de ciclistas

Gravação foi feita por um ciclista que estava na região e registra o momento em que pessoas percebem a aproximação da aeronave. Quatro pessoas morreram.

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Vídeo mostra momentos antes da queda de helicóptero na Vista Chinesa e susto de ciclistas

Um vídeo gravado por um homem na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Sul do Rio, registrou os momentos que antecederam a queda do helicóptero que matou quatro pessoas neste sábado (8). A gravação não mostra a aeronave no momento da queda, mas registra o som do helicóptero se aproximando e a reação de pessoas que estavam no local.

Em determinado momento, um dos ciclistas percebe o que está acontecendo e grita: “Tá caindo, tá caindo”. O vídeo foi publicado primeiro pelo perfil da rádio TMC Rio de Janeiro.

O helicóptero caiu em uma área de mata íngreme e de difícil acesso. Quatro pessoas morreram: o piloto Alessandro Rocha e as turistas colombianas Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17. As três mulheres eram da mesma família — avó, filha e neta.

No início da gravação, o ciclista filma a paisagem da Vista Chinesa. O local aparece parcialmente nublado, com a Floresta da Tijuca ao fundo. Outros ciclistas também aparecem nas imagens, parados e observando a vista.

Pouco depois, é possível ouvir o barulho de um helicóptero se aproximando.

A aeronave não aparece no enquadramento. Os ciclistas que estão no local, porém, percebem alguma coisa e se assustam.

O homem que fazia a gravação então muda a direção da câmera e passa a acompanhar a movimentação. O som das hélices continua sendo ouvido enquanto as pessoas reagem ao que está acontecendo.

A queda em si não aparece na gravação.

O helicóptero era um Robinson R44, de prefixo PP-MFS, da empresa Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos (VRP).

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 11h11. Os destroços foram localizados por equipes do Grupamento de Operações Aéreas.

A aeronave caiu em uma área de mata íngreme, com trechos de difícil acesso e precipícios. Após a queda, houve uma explosão e um incêndio se espalhou pela vegetação.

Os quatro ocupantes morreram carbonizados.

Cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais foram mobilizados para a ocorrência.

Segundo o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, o acesso ao local foi uma das principais dificuldades enfrentadas pelas equipes.

Alessandro Rocha, piloto;Rocio Cubillos, turista colombiana;Sofia Murillo, turista colombiana;Wendy Manrique, turista colombiana.

As três turistas colombianas que morreram na queda do helicóptero faziam a primeira viagem ao Brasil. Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17, eram avó, filha e neta.

Elas chegaram ao Rio na segunda-feira e permaneceriam no país até terça-feira. Durante a viagem, fizeram passeios pela cidade e também estiveram em Búzios, na Região dos Lagos.

As três estavam no Rio com outros parentes: Victor Manrique, filho de Rocio, a esposa dele Daniela Castañeda, e a filha do casal de 15 anos.

Segundo familiares, o grupo contratou o passeio de helicóptero após uma pesquisa nas redes sociais. Depois do acidente, Victor, Daniela e a filha que também participariam do passeio ficaram no hangar aguardando informações.

Eles ouviram um funcionário mencionar que teria ocorrido um “pouso forçado” e cobraram explicações, mas, segundo o relato, ninguém informava o que havia acontecido. Ainda no hangar, os familiares acabaram descobrindo a dimensão do acidente por meio de sites de notícias.

A viagem da família era uma comemoração pelo aniversário de 15 anos de Laura.

O helicóptero explodiu ao cair na encosta, e chamas se alastraram pela mata. Militares especializados em combate a incêndios florestais foram mobilizados e conseguiram controlar o fogo.

A operação mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e 4 unidades operacionais.

“Quando chegamos, além do helicóptero, havia também um incêndio provocado pela explosão do combustível da aeronave. Esse incêndio já foi totalmente extinto”, emendou.

“Agora, nosso desafio é encontrar acessos mais rápidos para facilitar o trabalho da perícia da Polícia Civil e do Cenipa, além da futura retirada dos corpos. Estamos trabalhando para que isso aconteça o quanto antes, de preferência ainda hoje”, disse.

A Vista Chinesa é um dos mirantes mais conhecidos do Rio de Janeiro. Fica no Parque Nacional da Tijuca, na região do Alto da Boa Vista, entre as zonas Sul e Norte da cidade, e oferece uma vista ampla de cartões-postais como o Cristo Redentor, a Lagoa Rodrigo de Freitas, as praias de Ipanema e Leblon, o Jardim Botânico e parte da Baía de Guanabara.

O local é marcado por um pavilhão em estilo oriental, construído no início do século 20 em homenagem aos imigrantes chineses que tiveram participação no cultivo de chá no Rio durante o período colonial. A estrutura, com telhado típico da arquitetura chinesa, tornou-se um dos pontos mais fotografados da cidade.

Além do valor histórico e paisagístico, a Vista Chinesa é muito procurada por turistas, ciclistas, corredores e praticantes de esportes ao ar livre, especialmente ao amanhecer, quando a visibilidade costuma ser melhor e a vista ganha destaque com a luz da manhã. A estrada que leva ao mirante atravessa a Floresta da Tijuca, cercada por Mata Atlântica preservada.

O trecho da Estrada da Vista Chinesa em frente ao mirante foi interditado para o trabalho de resgate. As trilhas daquele setor do Parque Nacional da Tijuca foram fechadas.

Em 14 de junho, seis pessoas morreram depois que dois helicópteros se chocaram no ar na região do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. As aeronaves eram um Eurocopter AS 350 B2, conhecido como Esquilo, e outro helicóptero de prefixo PR-DJJ.

Entre as vítimas estavam o cantor e produtor americano Oliver Tree, o youtuber argentino Gaspi e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac.

Segundo testemunhas, as aeronaves se chocaram durante o voo. Os helicópteros caíram em um terreno de uma igreja abandonada que havia sido alugado pela BYD. Um deles explodiu ao atingir o solo, e as chamas se espalharam por veículos elétricos que estavam no local. Destroços das aeronaves ficaram espalhados por uma área de pelo menos 100 metros.

O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), pediu à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) uma fiscalização extraordinária dos voos panorâmicos realizados na cidade após a queda de um helicóptero que matou quatro pessoas na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Sul.

Cavaliere afirmou que enviou um ofício à agência e disse que a ANAC pode avaliar até mesmo uma suspensão temporária desse tipo de voo.

“Então fiz questão de ligar pra presidente da ANAC. A gente encaminhou imediatamente um ofício, encaminhamos um comunicado da Prefeitura do Rio direcionado à ANAC para que tome providências imediatamente em relação aos voos no Rio de Janeiro”, informou.

Cavaliere afirmou que recebeu do presidente da ANAC a informação de que a aeronave envolvida no acidente tinha autorização para realizar voos panorâmicos.

O prefeito citou a possibilidade de interromper temporariamente os voos panorâmicos para permitir uma fiscalização mais ampla.

Questionado sobre a possibilidade de suspensão, o prefeito ressaltou que a decisão cabe à ANAC, por se tratar de uma competência federal.

Fontes

Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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