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Podcast Crianças Sabidas volta para discutir as Eleições Gerais 2026

O podcast jornalístico infantil Crianças Sabidas está de volta, para tratar das Eleições Gerais 2026. Nesta série, são apresentadas de forma lúdica questões com

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O podcast jornalístico infantil Crianças Sabidas está de volta, para tratar das Eleições Gerais 2026. Nesta série, são apresentadas de forma lúdica questões como a diferença entre as eleições gerais e as municipais e a divisão do país em níveis de governo, a partir de perguntas enviadas por crianças.

Começando pela mais simples: o que é eleição.

Eleição é uma forma que a gente tem no Brasil de escolher quem é que vai nos governar e fazer as nossas leis. Esse jeito de escolher é pela eleição, ou seja, quem quer governar ou fazer leis deve se candidatar e cada candidato recebe um número.

Os cidadãos escolhem quem é que eles acham que serão os melhores candidatos, colocando o número deles na urna eletrônica e confirmando o voto. É assim que é a eleição no Brasil, porque nós, no Brasil, somos um país democrático, então o povo escolhe quem vão ser os governantes e quem vão ser as pessoas que vão legislar, ou seja, fazer as nossas leis.

Quem responde é a supervisora de Relacionamento e Participação da Câmara dos Deputados, setor que inclui o programa Plenarinho, Ana Marusia Lima. O Plenarinho é um projeto da Câmara dos Deputados voltado para crianças e professores, com muito material informativo, jogos e conteúdo para ajudar no ensino sobre cidadania, política, democracia e organização do Estado.

O episódio também trata de curiosidades, como quando ocorreu a primeira eleição no Brasil, e fala da importância do direito ao voto.

A nossa Constituição de 1988, que é a nossa lei maior, adotou o voto obrigatório. Os parlamentares que fizeram essa lei entenderam que o voto era muito mais um direito para fortalecer a democracia do que um dever, do que uma obrigação.

Em outros países em que o voto não é obrigatório, pessoas que às vezes não têm muita renda ou que não têm muita escolaridade, essa pessoas elas vêem muitos desafios para poder comparecer às urnas e votar.

Às vezes elas ficam tímidas, às vezes ficam sem jeito, elas acham tudo mais complicado. Então, no Brasil, tudo foi pensado para que essas pessoas também votassem, para que as suas escolhas também tivessem importância.

Do contrário, somente alguns grupos que teriam interesse em votar e os nossos governantes e parlamentares refletiriam só o que esses grupos pensam e não todos os cidadãos do país.

👉 Ouça o primeiro episódio. O podcast Crianças Sabidas é uma produção original da Radioagência Nacional.

🎙️Os episódios também estão nas principais plataformas de áudio.

💬 Você pode conferir, no menu abaixo, a transcrição do episódio, a tradução em Libras e ouvir o podcast no Spotify, além de checar toda a equipe que fez esse conteúdo chegar até você.

SUBSUBVINHETA: Episódio 1 – As Eleições.

AKEMI: Oi pessoal! Voltamos com o Crianças Sabidas, para explicar mais um tema importante que todo mundo precisa entender. Eu sou Akemi Nitahara, jornalista da Empresa Brasil de Comunicação.

MADU: Eu sou a Maria Eduarda Arcoverde, a perguntadeira do podcast. O primeiro passo pra criança ficar sabida, é ser curiosa e perguntar. Então, qual é o tema importante de hoje.

CAETANO: Eleições gerais. Ah, deixa eu me apresentar também, né? Eu sou o Caetano Farias, o explicador aqui do Crianças Sabidas.

AKEMI: Mas antes de começar, vamos contar a nossa novidade.

CAETANO E MADU: NÓS GANHAMOS UM PRÊMIO.

AKEMI: É isso aí!! E fomos até notícia aqui na Radioagência Nacional! Não é Raíssa.

RAÍSSA: O podcast Crianças Sabidas - Série Trilhinhas Amazônicas, da Radioagência Nacional, ficou em 3º lugar na categoria iniciativa de educação midiática do concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente e Direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais.

AKEMI: A nossa editora, a Beatriz Arcoverde, falou da importância do prêmio.

BEATRIZ: É um podcast voltado para crianças que tem aí um histórico, principalmente, de temas ligados à preservação do meio ambiente, à educação, sobre os herdeiros de Chico Mendes que estão trabalhando na defesa da Amazônia e também a questão indígena.

Então, para a gente, isso é comunicação pública e a gente se sente cumprindo o nosso papel com esse reconhecimento da sociedade civil.

AKEMI: Vocês dois foram na cerimônia de entrega, em Brasília, né? Eu não pude ir, me conta como é que foi.

MADU: Demorou bastante, muitas pessoas falaram sobre os problemas da Amazônia. No final, eu amei ganhar o prêmio.

CAETANO: Eu gostei bastante de ir lá, foi minha primeira vez. Demorou um pouco, mas deu certo ganhamos o prêmio.

MADU: Vamos lembrar um pedacinho do trabalho premiado.

AKEMI: A Amazônia é muito sensível mesmo à crise climática. O Rafael Cardoso, colega da Agência Brasil, fez uma série de matérias sobre os desafios que a floresta enfrenta e algumas soluções para manter ela viva.

RAFAEL: Junto com a repórter fotográfica Tânia Rêgo, trazemos muitas histórias de resistência e resiliência, oportunidades de geração de renda para comunidades tradicionais, luta pela sobrevivência da própria floresta e, por consequência, as condições para a continuidade da vida humana no planeta Terra.

AKEMI: Então, como o tema é muito importante e tem histórias muuuito legais, achamos que vocês, crianças, também precisavam saber um pouco mais sobre isso.

MADU: Você tinha razão, nós, crianças precisamos saber de TUDO sobre a Amazônia. É a maior floresta tropical do mundo e é muito importante que ela continue de pé para tentar evitar que a crise climática fique pior do que já está.

CAETANO: Muito bem, agora vamos ao tema de hoje.

AKEMI: Ah, sim, claro. Em 2026 teremos Eleições Gerais.

MADU: A gente já falou das eleições se 2024, por que temos que falar de novo.

CAETANO: Em 2024 foram Eleições Municipais, né? Aqui em Brasília nem teve. Agora é diferente, são eleições GERAIS e o Distrito Federal também participa.

AKEMI: Em 2024, elegemos os prefeitos e prefeitas e os vereadores e vereadoras, que cuidam das cidades. Agora, vamos eleger os deputados e deputadas estaduais e federais, senadores e senadoras, governadores e governadoras e o presidente ou presidenta da República.

MADU: Eita, são muitos cargos! Mas Brasília não tem deputado estadual.

CAETANO: Aqui nós temos os deputados distritais. Não temos os estaduais por que o Distrito Federal não é um estado, apesar de ser uma unidade da federação.

MADU: Que complicado... qual é a diferença de estado pra unidade da federação.

AKEMI: Vamos chamar a especialista para explicar.

MARUSIA: Olá, Akemi e todos que nos acompanham no podcast Crianças Sabidas. Eu sou Ana Marusia Lima e trabalho na supervisão de relacionamento e participação da Câmara dos Deputados, que inclui o programa Plenarinho, que é voltado para o público infantojuvenil e para os professores.

CAETANO: O Plenarinho é um projeto da Câmara dos Deputados voltado para nós, crianças. No site tem muito material informativo, jogos e conteúdo para ajudar professoras e professores a ensinarem sobre cidadania, política, democracia e organização do Estado.

MARUSIA: Todos os estados são unidades da federação e a única unidade que não é estado é o Distrito Federal. Isso acontece porque a Constituição Federal, que é a lei maior do Brasil, deu ao Distrito Federal uma forma própria bem diferente.

Em alguns momentos, o Distrito Federal tem funções de governo estadual e em outros momentos de prefeituras. O Distrito Federal tem um governador e não um prefeito e tem deputados distritais e não deputados estaduais, nem vereadores.

Ele tem autonomia política, ou seja, a população vota para governador e deputado distrital e porque ele também é uma unidade da federação, os eleitores podem votar para representantes no Congresso Nacional, ou seja, eles votam também para senadores e deputados federais.

CAETANO: Entendi! Por não ser estado, o Distrito Federal não tem município, então não tem eleição municipal.

MARUSIA: Outra diferença é que o Distrito Federal não pode ser dividido em municípios. Ele é pequenininho em território, então ele parece uma cidade bem grande dividida em grandes bairros e esses bairros são chamados de regiões administrativas, com administradores escolhidos pelo governador.

Ou seja, nas regiões administrativas não existe eleição para prefeito. Agora olha só a curiosidade. Você sabia que mesmo tão pequenininho em território, o Distrito Federal tem mais habitantes do que seis estados.

O Distrito Federal tem 2 milhões e mais de 800 mil moradores. Então ele vai ganhar de Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima. Não é interessante isso.

AKEMI: Mas vamos voltar para o começo? Temos perguntas enviadas por várias crianças que querem ficar sabidas e a Marusia respondeu tudo pra gente.

MADU: Oba!! Mais crianças interessadas em participar das questões importantes do país.

CÁSSIO: Oi, eu sou o Cássio, tenho 3 anos e quero saber o que que é eleição.

CAETANO: Boa pergunta! Temos que começar pelo começo mesmo, né? E então, Marusia, o que é eleição.

MADU: O que mais nossos amiguinhos e amiguinhas querem saber.

VITOR: Oi, meu nome é Vitor, eu tenho 7 anos. A minha dúvida é quando começou a eleição no Brasil.

MARUSIA: A primeira eleição no Brasil, Vitor, não foi só do Brasil. Ela foi pro continente americano todinho. A primeira eleição do continente americano aconteceu aqui no Brasil e foi em 1532.

Ou seja, 32 anos depois que o Cabral chegou aqui. E foi para escolher o Conselho de São Vicente, que era uma vila que ficava no litoral de São Paulo. Não é interessante que a nossa primeira eleição tenha sido pro poder legislativo.

CAETANO: Nossa, eu não fazia ideia que tinha eleição há tanto tempo.

MADU: Nessa época o Brasil nem chamava Brasil, né? Eu aprendi na escola que chamava Terra de Santa Cruz. E no Brasil mesmo? Quando foi a primeira eleição.

MARUSIA: A primeira eleição nacional também foi pro poder legislativo. Dom Pedro I quis eleger a Assembleia Geral, que era o Senado e a Câmara da época. Por quê.

Porque naquele tempo nós estávamos numa monarquia e não havia eleição para os governantes. O rei é que escolhia quem eram os governadores das províncias.

CAETANO: E depois que o Brasil virou República.

MADU: Ei, a perguntadeira aqui sou eu.

MARUSIA: E a primeira eleição da República também foi pro poder legislativo, o primeiro Congresso Nacional em 1890. Os deputados e senadores que elegeram então o Presidente da República em 1891.

E o primeiro Presidente da República eleito diretamente pelo povo foi só em 1894. Ou seja, as primeiras eleições no Brasil não era todo mundo que podia votar para Presidente como a gente vê hoje.

Mesmo pros deputados e senadores, vários grupos não podiam votar. Por exemplo, as mulheres, os padres, as pessoas que não tinham renda ou as pessoas que não sabiam ler não podiam ser eleitores.

E hoje em dia todas essas pessoas podem votar. Não é legal.

CAETANO: Bem legal mesmo! Não é democrático se não incluir todo mundo, né? Pelo menos todos os que já tem a idade mínima, de 16 anos. Não é o meu caso ainda.

LAURA: Oi, meu nome é Laura, eu tenho 9 anos e eu queria saber por que as pessoas são obrigadas a votar.

Por isso que no Brasil, o voto é obrigatório, mas muito mais no sentido de que todas as pessoas têm direito a votar e todas as pessoas têm direito a escolher quem é que vai nos governar.

CAIO: Oi, meu nome é Caio, tenho 12 anos, sou capixaba mas moro em São Paulo. Eu queria saber como se cria um partido político para as eleições.

MARUSIA: Criar um partido político é muito sério, Caio, e por isso existem muitas regras. Eu vou tentar resumir algumas aqui para você. No início, 101 eleitores se unem para fundar o partido.

E não adianta esses 101 morarem no mesmo lugar, não. Eles precisam morar em pelo menos nove estados diferentes. São os fundadores do partido. São eles que vão elaborar o programa e o estatuto de como que esse partido vai funcionar.

Depois eles vão precisar da assinatura de apoio de cerca de 500 mil eleitores. E esses 500 mil eleitores também precisam morar em pelo menos nove estados diferentes.

Os fundadores vão registrar o programa e o estatuto no cartório e também criar, em pelo menos nove estados, os seus órgãos de direção. São os órgãos de lideranças do partido.

E somente então que os tribunais regionais e o Tribunal Superior Eleitoral vão analisar e liberar o novo partido. E por que que é tão importante seguir todas essas regras.

Porque no Brasil não é possível que uma pessoa se candidate para concorrer a uma eleição se ele não estiver filiado a um partido político. Somente pessoas filiadas a partidos políticos podem ocupar cargos públicos que exigem eleição.

AKEMI: Vamos relembrar o que a gente aprendeu hoje.

MADU: Qual é a diferença de eleição geral, que vai ter agora em 2026, pra eleição municipal, como a de 2024.

CAETANO: Nas eleições municipais, a gente escolhe prefeitos e prefeitas, vereadores e vereadoras, que vão cuidar e fazer as leis das cidades. Nas eleições gerais, são os governadores e governadoras, que cuidam dos estados e do Distrito Federal.

E o presidente ou presidenta que vai olhar pelo país de uma forma mais geral. E os senadores e senadoras e deputados e deputadas que fazem as leis do país e dos estados.

AKEMI: Como ainda tem muito assunto pra gente explicar, o que vocês acham de a gente fazer mais dois episódios.

AKEMI: Então tá combinado. Voltamos na semana que vem pra explicar sobre o Poder Executivo, que são os governadores e governadoras e o presidente ou presidenta.

E no último falamos do Poder Legislativo, que são os deputados e deputadas e senadores e senadoras.

MADU: Este foi o primeiro episódio do podcast Crianças Sabidas sobre as Eleições Gerais de 2026. Eu sou a Maria Eduarda Arcoverde, a perguntadeira.

CAETANO: E eu sou Caetano Farias, o explicador. Crianças Sabidas é uma produção original da Radioagência Nacional, um serviço público de mídia da EBC, Empresa Brasil de Comunicação.

AKEMI: A reportagem, roteiro, apresentação e montagem foram minhas, Akemi Nitahara.

Edição e coordenação de processos de Beatriz Arcoverde, que também fez a implementação web junto com Lincoln Araújo.

Caio Freire Cardoso Oliveira grava o título dos nossos episódios.

Gravação de Jaime Batista e Thiago Coelho.

Interpretação em Libras da equipe de tradução da EBC.

A música tema original foi composta por Ricardo Vilas e também usamos composições de Newton Cardoso para o banco de trilhas de EBC.

Episódios no Spotify Créditos Reportagem, entrevista, roteiro, apresentação e montagem.

Em números

  • O Distrito Federal tem 2 milhões e mais de 800 mil moradores
  • Depois eles vão precisar da assinatura de apoio de cerca de 500 mil eleitores
  • E esses 500 mil eleitores também precisam morar em pelo menos nov

Fontes consultadas

  • Radioagência Nacionallink

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