Uma mistura de ritmos e tradições afro-amazônicas vai ocupar o Caramanchão do Chapéu Virado em Mosqueiro (PA). O Festival Afro Maré reúne neste domingo (6), a partir do meio-dia, artistas de diferentes linguagens e culturas.
Segundo o criador do projeto, Daniel ADR, busca valorizar as conexões entre território, ancestralidade e música.
Quando a gente fala de cultura afro, muitas vezes o imaginário vai imediatamente para as manifestações tradicionais ou para as religiões de matriz africana, que são fundamentais, mas a nossa cultura negra também está no hip hop, na rima, no break, no tecnobrega, no caribó e em tantas outras expressões que foram construídas e ressignificadas pelo nosso povo.
Então o Afro Maré nasce desse encontro entre a ancestralidade e a contemporaneidade.
O festival amplia o conceito de cultura afro para além das manifestações religiosas.
Mosqueiro tem população, tem artista, tem juventude, tem terreiros, tem cultura e tem uma produção cultural que acontece o ano inteiro. Quando a gente leva uma programação gratuita desse porte lá para Mosqueiro, a gente também está falando sobre direito à cultura e sobre a descentralização.
A população não pode precisar sempre se deslocar para o centro de Belém para ter acesso a grandes programações.
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