O objetivo é incentivar as pessoas a escolher candidatos que estejam comprometidos com a conversação ambiental. Neste fim de semana, diversas atividades, incluindo festivais culturais, gastronômicos, musicais e debates acontecem nas cinco regiões do país.
Os eventos são promovidos pelo movimento Amazônia de Pé, formado por mais de 20 mil ativistas e cerca de 300 coletivos e organizações não governamentais. Um mapa com a localização de todas as mais de 300 atividades pode ser consultado na internet.
Na última quinta-feira (3), uma cobra cenográfica de 30 metros de extensão representou o início da virada cultural no Território Indígena Borari, em Alter do Chão, distrito do município paraense de Santarém, meio do caminho entre Belém e Manaus.
A alegoria é a mesma que foi exposta em Belém, em novembro de 2025, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), chamando atenção para a necessidade de proteção da maior floresta tropical do mundo.
A codiretora executiva da Amazônia de Pé, Catarina Nefertari, considera que o Dia da Amazônia é uma oportunidade de “falar bem alto que cada voto pela Amazônia conta”.
A ativista, nascida e criada na área considerada Amazônia urbana, isto é, onde há cidades e áreas urbanizadas, acredita que a virada cultural, sendo realizada de Norte a Sul do país, é um grande chamado.
Pelo menos no Acre e no Amazonas, o 5 de setembro é oficializado como Dia da Amazônia desde 1968.
No âmbito nacional, a data é reconhecida por lei desde 2007. O dia 5 foi escolhido por representar a criação da Província Amazônica, ainda no Império, em 1850.
A Amazônia é o bioma brasileiro de maior extensão, ocupando metade (49,5%) do território nacional. A situação da floresta atrai olhares de autoridades e ativistas de dentro e fora do país.
Uma das preocupações do movimento Amazônia de Pé é com as Florestas Públicas Não Destinadas (FPNDs), conforme explica a codiretora do movimento, Karina Penha.
No início de agosto, dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) apontaram que o desmatamento na Amazônia teve queda de 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026.
Foram 2. 874,38 km² de área sob alerta, representando o menor valor desde 2016, quando iniciou a série histórica. A extensão é equivalente à metade do território do Distrito Federal.
Os números foram apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e sediado em São José dos Campos, no interior de São Paulo.
No fim de agosto, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), uma instituição sem fins lucrativos, apontou que 60% das terras indígenas na Amazônia registraram desmatamento zero de agosto de 2025 a julho de 2026.
No primeiro turno das eleições gerais, os eleitores vão escolher deputados federais, estaduais, distritais (no caso do Distrito Federal), governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente, nas cidades com mais de 200 mil eleitores, caso nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
Em números
- Os eventos são promovidos pelo movimento Amazônia de Pé, formado por mais de 20 mil ativistas e cerca de 300 coletivos e organizações
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