A construção de condomínios residenciais nos arredores do sítio em que funcionava o museu deixou o terreno mais baixo que os vizinhos, e o acúmulo de água se tornou uma constante mesmo depois de uma grande reforma em 2009.
Em 2016, o museu conseguiu um terreno, mas a falta de recursos deixou as obras paralisadas por dois anos. Preso à sede antiga, sofreu uma inundação ainda mais forte, e as instalações internas ficaram sob até 1 metro de água.
Sem recursos para reparar os danos e tocar a obra, o museu se salvou por meio de uma campanha que mobilizou mais de 1 mil pessoas e empresas com doações.
No meio do caminho, houve a pandemia de covid-19, mas o museu não parou. Os diretores decidiram realizar uma série de encontros virtuais com artistas de vários estados do Brasil.
No momento em que as pessoas tinham que ficar reclusas, participar de um evento cultural era um alívio, lembra o diretor.
Hoje, o Pontal funciona na Barra da Tijuca, com o conceito de Museu Praça ─ um lugar de encontro e de convivência, concebido para ter permanentemente um diálogo entre as artes plásticas de camadas populares e manifestações de dança e música.
A diretora do espaço cultural, Angela Mascelani, disse que, desde 1976, a coleção construída pelo francês Jacques Van de Beuque traz a característica de valorizar a produção das camadas populares.
A diretora apontou a exposição que marcou o início das atividades do Museu do Pontal como um dos destaques da programação das cinco décadas de existência.
A mostra era composta por peças de artistas populares que Jacques Van de Beuque comprou ao vir morar no Brasil. Essa exposição foi realizada primeiro no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, na região central da cidade.
Depois, foi levada para a antiga sede do museu, no Recreio.
Para Angela, o fato de ter passado pelo MAM deu mais reconhecimento e peso à exposição.
Em números
- Os danos e tocar a obra, o museu se salvou por meio de uma campanha que mobilizou mais de 1 mil pessoas e empresas com doações