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Mulher é condenada a 23 anos de prisão por matar adolescente e ocultar corpo em Macapá

Tribunal do Júri condenou Rosa Maria Cruz de Jesus por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Gabriel da Silva Nogueira, de 17 anos, foi encontrado enter

2 min de leitura
Mulher é condenada a 23 anos de prisão por matar adolescente e ocultar corpo em Macapá

O Tribunal do Júri de Macapá condenou Rosa Maria Cruz de Jesus a 23 anos de prisão em regime fechado por homicídio e ocultação do corpo do adolescente Gabriel da Silva Nogueira, de 17 anos, morto em abril de 2024.

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A vítima foi encontrada enterrada em uma cova rasa, com as mãos amarradas e a boca amordaçada, após dias desaparecida.

Os jurados reconheceram a participação no crime nesta segunda-feira (31) e aceitaram três elementos agravantes: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.

A sentença manteve a prisão da condenada, custodiada desde 30 de setembro de 2024. Durante investigação e julgamento, a mulher negou envolvimento no crime e a defesa alegou fragilidade nas provas.

A vítima desapareceu em abril de 2024, após sair da casa da irmã, em Macapá. Dias depois, a família recebeu uma mensagem de um perfil falso em rede social que informava sobre a morte e indicava o local onde o corpo estava.

A Polícia Civil fez buscas na área indicada e encontrou Gabriel enterrado em cova rasa, atrás do muro do Infraero 2, no bairro São Lázaro. O adolescente estava com as mãos amarradas e boca amordaçada.

Familiares reconheceram o corpo pelas roupas e tatuagens.

A polícia trabalhou com duas hipóteses para a morte do adolescente: punição, pelas circunstâncias em que o corpo foi achado, e vingança, já que a acusada o teria ligado à morte de um filho em ação policial.

Segundo o laudo necroscópico, Gabriel sofreu múltiplas lesões provocadas por objetos cortantes. A perícia apontou como causa da morte asfixia mecânica por estrangulamento e registrou sinais de crueldade e tortura.

Na casa de Rosa Maria a investigação encontrou fios trançados vermelhos e pretos. O exame pericial confirmou compatibilidade com os fios usados para amarrar Gabriel.

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