Ir para o conteúdo
Brasil Revisado por ULTRA AI

Mensagens revelam que Lulinha e Roberta Luchsinger mantinham núcleo de atuação com projeção de ganhos

As informações foram reveladas pela Revista Veja. O conteúdo foi confirmado pela TV Globo.

4 min de leitura
Mensagens revelam que Lulinha e Roberta Luchsinger mantinham núcleo de atuação com projeção de ganhos

A Polícia Federal (PF) afirmou em um dos relatórios que miram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que ele e a empresária Roberta Luchsinger mantinham um núcleo de atuação permanente para tentar fechar negócios com o poder público.

Ainda de acordo com a PF, o empresário Fernando Bittar também fazia parte do grupo. Bittar ficou conhecido na época da Operação Lava Jato por ser dono do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP).

As informações foram reveladas pela Revista Veja. O conteúdo foi confirmado pela TV Globo.

Os elementos probatórios obtidos no curso da investigação revelam a existência e um núcleo de atuação permanente e coordenada composto por Roberta Luchsinger, Fábio Luís Lula da Silva e Fernando Bittar, voltado à interlocução de interesses privados perante agentes e órgãos da Administração Pública Federal", diz trecho de relatório reproduzido pela revista.

A conexão do trio, de acordo com a PF, é reforçada pelo . Lulinha e Bittar eram os “Musos”. Roberta era a “Musa”.

O relatório da PF identificou Roberta como a responsável por fazer a ponte entre o grupo e pessoas estratégicas do setor privado e da administração pública, inclusive com suposto acesso ao Palácio do Planalto.

Sabe, fui das poucas pessoas q o Lula chamou e perguntou : escolhe onde vc quer fuçar. Ficar", disse Roberta em uma das mensagens obtidas pela revista Veja.

As mensagens mostram especial interesse no Ministério da Saúde. De acordo com a revista, coube a Marcola, agora ex-chefe de chefe de gabinete de Lula, marcar uma reunião entre a lobista e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo da pasta.

Essa reunião, segundo a publicação, só aconteceu depois da interferência de Lulinha.

Roberta: “Pousei. Vou lá no Berge”. Lulinha: “Que ótimo. Vai com tudo. Manda bjo (beijo) pro Berge e fala que não fui pq vc não chamou”. Roberta: "Precisamos 100% do Berger”.

Uma das linhas de investigação PF apura se Lulinha atuou para promover os interesses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", em negociações para a venda ao governo de medicamento à base de canabidiol entre o final de 2024 e o início de 2025.

Em uma mensagem, de acordo com a Veja, Lulinha comenta a perspectiva de lucro dos negócios: “coisa boa paporra”.

A análise também revelou interesse explícito na abertura de empresas e contas bancárias no exterior, inclusive em locais de difícil rastreamento ou cooperação internacional", destaca a PF em outro trecho do documento reproduzido pela publicação.

O relatório da PF apresenta Lulinha como figura de relevância nas conversas em torno das ambições de negócios com o governo, embora, segundo os investigadores, adote postura de menor exposição.

Convém indicar que Fábio Luis Lula da Silva aparece reiteradamente no material analisado como figura de elevada relevância mesmo que adote postura de menor exposição nas tratativas.

As comunicações indicam que Fabio é mencionado por Roberta Luchsinger como referência decisória dos projetos discutidos", afirma outro trecho reproduzido pela Veja.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) disse em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) a que a TV Globo teve acesso que a atuação de Roberta Luchsinger e de Lulinha para favorecer os interesses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", não culminou com o fechamento de negócios com o poder público.

A manifestação da PGR se refere a um dos casos sob relatoria do ministro André Mendonça. A investigação apura o envolvimento do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma tentativa do grupo do “Careca do INSS” de vender medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.

No documento, a PGR defendeu a remessa do inquérito à Justiça Federal de primeira instância "por conta da ausência de indícios mínimos de participação de autoridade que justificaria a competência do Supremo Tribunal Federal e tendo sido afastada a conexão dos fatos com o objeto da Operação Sem Desconto.

Fontes

Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

Leia também

Mais em Brasil