O acordo foi oficializado durante o evento Dia F: Legado e Futuro do Futebol Feminino, realizado na sede da FPF, na capital paulista.
Segundo as entidades, essa é uma parceria inédita que tem como objetivo a promoção e internacionalização do futebol feminino, formação técnica e administrativa, projetos de impacto social, desenvolvimento da arbitragem feminina e a realização de cursos, pesquisas e visitas técnicas.
O acordo permitirá ainda a construção de iniciativas conjuntas e o intercâmbio entre profissionais das duas entidades.
A FPF já possui uma parceria de longa data com La Liga, da Espanha, que contribui muito com o futebol paulista, mas sentíamos a necessidade de falar mais sobre futebol feminino.
Queremos fazer uma imersão sobre futebol feminino e impulsionar ainda mais", disse o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos.
A FPF mantém uma estrutura exclusiva para o futebol feminino desde 2016, sendo a primeira entidade nacional a criar um departamento para a modalidade e é pioneira também na organização de competições de base para meninas.
Para a Liga F, é um enorme orgulho que uma instituição da dimensão e do prestígio da Federação Paulista tenha se interessado pelo nosso processo de profissionalização, pela nossa estrutura e pelo nosso modelo de governança", disse Beatriz Álvarez, presidente da Liga F.
Mas esta relação não consiste em a Liga F vir ao Brasil para ensinar um modelo. Viemos para compartilhar. E viemos também para aprender.
A jogadora Miraildes Maciel Mota, mais conhecida como Formiga, defendeu a expansão do futebol feminino para outros estados ─ inclusive para além das capitais ─ e investimentos em categorias de base.
Atuando como volante e meia, Formiga é a futebolista com mais participações, como atleta, na história da Copa do Mundo, independentemente de gênero, tendo disputado sete edições do torneio.
A ex-jogadora foi duas vezes vice-campeã olímpica e uma vez vice-campeã mundial de futebol feminino.
Para a ex-jogadora, é preciso garantir que meninas de todo o país tenham acesso a uma formação de qualidade e que os clubes ofereçam mais segurança e continuidade ao trabalho das jogadoras.
Apesar de o futebol masculino já ter um legado consolidado há mais tempo que o feminino, Formiga lembrou que as jogadoras mulheres têm sido referência não só para meninas, mas para os meninos também, e mencionou a importância do trabalho nas categorias de base.
Para projetar o futuro, Formiga destacou que é importante lembrar da construção tão dolorosa que resultou no atual legado do futebol feminino no país, além de valorizar cada profissional que contribuiu nesse processo e garantir que suas histórias sejam contadas.
Fontes
Informação baseada em material público de Agência Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.