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Ex-vereador é condenado a 41 anos de prisão por encomendar a morte de técnica de enfermagem

Segundo a Justiça, ele não aceitava o relacionamento homoafetivo que sua ex-companheira mantinha com a vítima. Genivaldo Mendes e Faustino Ferreira foram conden

4 min de leitura
Ex-vereador é condenado a 41 anos de prisão por encomendar a morte de técnica de enfermagem

Júri condena homens acusados de matar técnica de enfermagem em Gurupi.

O ex-vereador de Sandolândia, Genivaldo Mendes da Silva, foi condenado a 41 anos e três meses de prisão em regime fechado por ser o mandante do crime de feminicídio contra a técnica de enfermagem Daiany Batista de Carvalho.

Segundo a Justiça, o ex-vereador pagou Faustino Ferreira Madeira e o levou até o local do crime para que a mulher fosse executada.

De acordo com a sentença, à qual o g1 teve acesso, a vítima, de 31 anos, foi atingida por três tiros de arma de fogo, e ao menos um deles perfurou o coração. Daiany Batista foi pega de surpresa enquanto saía do trabalho e seguia em direção a um veículo.

Faustino Ferreira Madeira, executor dos disparos, também foi condenado por feminicídio e deverá cumprir 34 anos, quatro meses e 15 dias de prisão em regime fechado.

Ao g1, a defesa do ex-vereador afirmou que considera a decisão injusta e que o ato não caracteriza feminicídio, pois Genivaldo não tinha vínculo afetivo ou familiar com Daiany.

A defesa também afirmou que ele não deu a ordem para que Faustino matasse Daiany e que vai recorrer da decisão. (Leia a nota na íntegra abaixo).

Já a defesa de Faustino informou que já entrou com recurso contra a decisão, pedindo a anulação do julgamento e a realização de um novo júri, por entender que a decisão dos jurados foi contrária às provas constantes dos autos.

A decisão da Justiça levou em conta o fato de Daiany ter sido pega de surpresa durante o ataque, o que dificultou sua defesa. Sendo assim, o crime foi classificado como cometido de forma inopina.

De acordo com a investigação, a ex-companheira de Genivaldo informou que os filhos ainda realizam acompanhamento psicológico e psiquiátrico para lidar com o "severo trauma emocional" decorrente do assassinato de Daiany.

O crime aconteceu em Figueirópolis no dia 4 de novembro de 2025. Uma câmera de segurança flagrou o momento em que a técnica de enfermagem foi atacada.

As imagens mostram Daiany se aproximando do carro, quando é surpreendida por Faustino. A técnica de enfermagem tenta fugir, mas cai no chão. O atirador dispara duas vezes contra a vítima caída e foge.

O ex-vereador foi preso na tarde do dia 9 de novembro, em uma fazenda entre a zona rural de Araguaçu (TO) e São Miguel do Araguaia (GO). Segundo a Polícia Militar, ao perceber a chegada dos policiais, ele fugiu em direção à mata e chegou a atravessar um rio.

Faustino foi preso no dia 6 de novembro, em Sandolândia (TO). Ele foi localizado na zona rural da cidade.

No dia do assassinato, testemunhas informaram que o atirador havia fugido do local, atravessado a BR-153 a pé e entrado em um carro cinza. De acordo com a PM, o veículo utilizado na fuga foi encontrado abandonado em uma rua de Sandolândia.

Íntegra da nota da defesa de Genivaldo.

A defesa entende que a decisão proferida não foi justa, porque condenou o acusado Genivaldo por feminicídio. Primeiro, porque não caracteriza feminicídio, pelo fato da vítima não ter vínculo afetivo e nem familiar com o acusado.

A motivação foi porque a vítima estava tendo um caso amoroso com ex mulher do acusado, que apesar de separados de fato, estavam se relacionando sexualmente, além da ex mulher iludir o acusado com promessas de reconciliação e muito amor.

Por outro lado, o acusado provou que não mandou o Faustino assassinar a vítima, era apenas para ameaçar e intimidar a vítima, mas o Faustino terminou por praticar o assassinato.

Ocorre que não era a intenção do acusado Genivaldo matar a vítima, portanto, em que pese o Genivaldo ter transportado o Faustino até a cena do crime, o acusado Genivaldo, por não ter mandado o Faustino assassinar a vítima, não pode responder pelo crime mais grave.

A decisão de assassinar a vítima foi uma ação isolada do Faustino.

A defesa de Faustino Ferreira Madeira informa que já interpôs recurso de apelação contra a decisão proferida pelo Tribunal do Júri.

No recurso, a defesa busca a anulação do julgamento e a realização de um novo júri, por entender que a decisão dos jurados foi manifestamente contrária às provas constantes dos autos, especialmente diante dos elementos produzidos durante a instrução e apresentados em plenário.

A defesa respeita a decisão do Conselho de Sentença, mas entende que existem fundamentos jurídicos e probatórios suficientes para que o julgamento seja revisto pelo Tribunal de Justiça.

Neste momento, aguardaremos a apreciação do recurso, confiando que os argumentos apresentados pela defesa serão devidamente analisados.

Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fontes

Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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