No total, são mais de 50 países e territórios afetados. As duas publicações foram apresentadas oficialmente na 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que está sendo realizada em Ulaanbaatar, capital da Mongólia.
Os textos fazem parte do Global Land Outlook (GLO), principal publicação da convenção das Nações Unidas sobre a terra (UNCCD). O documento geral teve duas versões até agora, o GLO1 de 2017 e GLO2 de 2022, e seis relatórios regionais.
A Ásia Central é formada por Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão. A imagem de outros tempos, de estepes vastas e oásis férteis, está deixando de existir.
A região é considerada um dos epicentros mundiais da degradação do solo. Mais de 80 milhões de hectares, ou mais de um quarto, já estão degradados. O problema atinge 30% da população ou 24 milhões de pessoas.
O cálculo da UNCCD é de que, a cada ano, essa degradação provoque perdas entre dois e seis bilhões de dólares.
A Ásia Central também está aquecendo duas vezes mais do que a média global. As geleiras, que antes eram as “torres de água” da região, encolheram 30% em apenas cinquenta anos.
Os SIDS incluem 39 países e 18 territórios no Caribe, oceanos Pacífico, Atlântico e Índico, além do Mar do Sul da China. Cerca de 18,8 milhões de hectares de terra, ou 16,5% de sua área total combinada, estão degradados em diferentes graus, ligeiramente acima da média global.
Mais de 70% deles enfrentam problemas de escassez de água e 43% da área total estão sendo afetados pela seca. Desses, 3% sofreram seca severa e 6% seca extrema.
A área total afetada pela seca extrema aumentou 30% entre os períodos de 1961/1970 e 2014/2023.
Estima-se que 16,3 milhões de pessoas enfrentem insegurança alimentar grave, com 11,5 milhões de pessoas subnutridas.
A secretária executiva da UNCCD, Yasmine Fouad, disse que apesar das diferenças, tanto Ásia Central como os SIDS mostram vulnerabilidades, mas ainda estão em situação possível de melhora.
*O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.
Em números
- Mais de 80 milhões de hectares, ou mais de um quarto, já estão degra
- O problema atinge 30% da população ou 24 milhões de pessoas
- Cerca de 18,8 milhões de hectares de terra, ou 16,5% de sua área total
- Estima-se que 16,3 milhões de pessoas enfrentem insegurança alimentar grave
Fontes
Informação baseada em material público de Agência Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.