MPES se manifesta sobre caso Apex no processo.
Os bens de Fernando Antonio Kulnig Cinelli, ex-presidente afastado do grupo Apex, foram bloqueados nesta segunda-feira (17) pela Justiça do Espírito Santo. A decisão partiu da Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória e determinou também a quebra do sigilo bancário do réu.
Além disso, a ata afirmou que, em mais de uma ocasião, Cinelli movimentou ou retirou bens que poderiam ser usados para pagar os credores.
Segundo o juiz, o fato de o ex-presidente movimentar dinheiro poderia prejudicar as pessoas e outras empresas que têm valores a receber, além de dificultar o resultado do processo.
Por fim, o documento ressaltou que "a conduta retratada em mais de uma oportunidade indica a dissipação dos bens em prejuízo de toda a coletividade de credores.
O g1 tentou contato com a defesa de Cinelli, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.
O fundador e então presidente, Fernando Cinelli, e o diretor financeiro, Eduardo Siqueira, foram afastados dos cargos após a descoberta da crise.
A plataforma pediu à Justiça uma blindagem temporária de 60 dias, enquanto uma auditoria externa apura a origem e a dimensão do problema. Um fundo ligado à Apex teve os saques suspensos pelo BTG Pactual.
Os sócios acusam os ex-executivos de possível "gestão temerária" e "má-fé", mas o caso ainda é investigado.
Já o governo do Espírito Santo informou que não há dinheiro público do Tesouro Estadual ou do Funses investido na Apex.
*Com informações de Vilmara Fernandes.
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Fontes
Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.