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Brasil Revisado por ULTRA AI

Brasil vai ao Sudoeste Asiático mirando virar parceiro pleno da Asean

Mauro Vieira destacou que o Itamaraty se recusa a ter que escolher parceiros e excluir outros países, estando aberto a todos os atores globais.

3 min de leitura
Brasil — imagem padrão

Outra meta da comitiva é continuar com as negociações para que o Brasil ganhe o status de Parceiro de Diálogo Pleno da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Aumentar o status na Asean permitiria aprofundar as relações com os países da associação asiática que, juntos, são o quinto principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas de China, União Europeia (EU), Estados Unidos (EUA) e Mercosul.

Desde 2022, o Brasil tem o status de parceiro de diálogo setorial.

Atualmente, apenas 12 países ou blocos têm o status de parceiro pleno junto à Asean e nenhum é da América Latina. São eles Estados Unidos (EUA), União Europeia (EU), Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália, Nova Zelândia, Coréia do Sul, Turquia e Nações Unidas (ONU).

Os Estados membros da Asean são Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor Leste, Mianmar, Brunei, Camboja e Laos.

O governo brasileiro avalia que pode ser aceito como parceiro pleno da Asean ainda na próxima cúpula da Asean, entre 10 a 12 de novembro, nas Filipinas, ou partir de janeiro de 2027, quando Singapura assume a presidência do bloco.

Para o ministro Mauro Vieira, o comércio do Brasil com a Asean deve superar o comércio com os EUA e a Europa “num futuro próximo”. A viagem do chanceler ocorre em meio aos esforços do Brasil para diversificar a pauta comercial diante dos tarifaços do governo Donald Trump.

Em agosto, o secretário-geral da Asean, Kao Kim Hourn, esteve em Brasília.

A viagem do ministro Mauro Vieira, que antecede a cúpula do Brics, na Índia, começou por Singapura. O chanceler brasileiro foi recebido pelo ministro de relações exteriores Vivian Balakrishnan e por representantes de cerca de 20 empresas dos dois países.

Em conferência realizada em Singapura com líderes políticos e empresariais, Vieira voltou a defender a inclusão do Brasil como parceiro pleno da Asean.

Na mesma fala, Vieira destacou que o Brasil se recusa a ter que escolher parceiros e excluir outros países, estando aberto a todos os atores globais.

O Itamaraty informou, em nota, que os ministros dos dois países “repassaram também os principais pontos da agenda geopolítica global e da Ásia”. Vieira ainda se reuniu com a ministra do Meio Ambiente de Singapura, Grace Fu, para tratar de temas da agenda ambiental.

Ao sair de Singapura, Veira foi à Tailândia para uma visita oficial entre os dias 8 e 10 de setembro, tendo se reunido com empresários e ministros de estados em Bangkok, incluindo o Vice-Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sihasak Phuangketkeow.

O Itamaraty informou que espera aprofundar as relações em áreas como comércio e investimentos, ciência, tecnologia e inovação e segurança alimentar com a Tailândia.

Os ministros também abordaram a cooperação no enfrentamento ao crime organizado internacional, incluindo tráfico de pessoas e fraudes cibernéticas.

Nos últimos meses, têm sido registrados casos de brasileiros atraídos por promessas de empregos no Sudeste Asiático, mas que acabam sendo explorados em condições análogas à escravidão.

O ministro Mauro Vieira ainda publicou um artigo no jornal Bangkok Post, destacando o aprofundamento das relações entre os dois países, com o Brasil sendo o principal parceiro da Tailândia na América Latina e Caribe.

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Fontes consultadas

  • Agência Brasillink

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