Quando o assunto é aprendizado em matemática, leitura e ciências, a educação brasileira está abaixo da média dos países da OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
É o que aponta o resultado do Pisa, Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, aplicado a cada três anos pela OCDE, e divulgado nesta terça-feira (8).
Apesar de abaixo da média dos países desenvolvidos, a educação brasileira reduziu a diferença que mantinha em relação a eles. Segundo os resultados de 2025, o Brasil teve 408 pontos em leitura, enquanto a média dos países da OCDE foi de 466.
Brasil teve 377 em Matemática, diante dos 469 da média dos demais; e em ciências foram 409 pontos do Brasil, enquanto a média da OCDE foi de 486.
No levantamento global, a China lidera a pontuação em matemática e ciências. Em leitura, fica em segundo lugar. Na avaliação do professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, Daniel Cara, isso reflete a ideia de que é preciso que o padrão educacional dos países avaliados esteja amparado por um processo de desenvolvimento econômico.
É preciso compreender que a política educacional precisa ser vinculada e analisada no conjunto de outras políticas, em especial da política econômica. Infelizmente, o Brasil tá estagnado.
Nossos grandes saltos educacionais ocorreram ali por volta de 2007 a 2010. O Brasil teve uma taxa de crescimento que nós chamamos de taxa de crescimento chinesa.
2010 foi mais de 7% do PIB. Fica reforçado o argumento: a educação tem um vínculo e uma interação muito sensível à situação da renda familiar, do desenvolvimento econômico, do processo de industrialização.
Apesar da estagnação mencionada, os dados referentes ao período acumulado entre 2006 e 2025, a distância entre o Brasil e os demais da OCDE diminuiu: a maior evolução foi na matemática, quando a diferença era de 131, e agora passou para 92 pontos.
O levantamento do ano passado foi feito com mais de 700 mil estudantes de 91 países. No Brasil, foram mais de 30 mil, na faixa dos 15 anos, sendo que 7 a cada 10 estudantes eram de escola pública.
Em números
- O levantamento do ano passado foi feito com mais de 700 mil estudantes de 91 países
- No Brasil, foram mais de 30 mil, na faixa dos 15 anos, sendo que 7 a cada 10 estu
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