A Procuradoria-Geral da República também foi notificada para se manifestar sobre o caso.
O dinheiro serviria para cobrir parte do rombo deixado pela compra de carteiras de crédito fraudulentas do Master pelo BRB, transação financeira que hoje é investigada pelo Supremo, sob suspeita de que executivos do banco distrital tenham sido subornados para aprovar a operação.
Sem o empréstimo, a instituição corre risco de liquidação pelo Banco Central, por descumprir exigências regulatórias. O tamanho exato do prejuízo ainda é desconhecido, já que o BRB tem atrasado repetidamente a divulgação de seu balanço.
Um acordo para o resgate foi homologado por Fux em maio, mas nunca chegou a ser executado. Pelo entendimento firmado entre as partes, a garantia do empréstimo não viria de recursos federais, mas dos fundos de participação de estados e municípios, além de dividendos e participação acionária.
Os bancos do Fundo Garantidor, porém, resistem em liberar o valor: questionam o plano de negócios do BRB e exigem segurança sobre o acesso a esses recursos em caso de inadimplência.
Uma audiência de conciliação em agosto não resolveu o impasse.
O governo do Distrito Federal insiste que o BRB é essencial para a administração local, já que paga servidores, administra benefícios sociais e concentra depósitos judiciais; e que sua falência afetaria diretamente a população.
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