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Atentado às Torres Gêmeas em Nova Iorque completa 25 anos

No dia 11 de setembro de 2001, quase ninguém entendia o que estava acontecendo quando via pela TV uma das duas torres gêmeas de Nova Iorque repleta de fumaça. E

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Brasil — imagem padrão

No dia 11 de setembro de 2001, quase ninguém entendia o que estava acontecendo quando via pela TV uma das duas torres gêmeas de Nova Iorque repleta de fumaça. Em seguida, as pessoas assistiram, ao vivo, o segundo avião se chocar contra a outra torre.

Difícil acreditar no que dois bilhões de pessoas estavam vendo, ao mesmo tempo, nas televisões de todo o mundo.

Vinte e cinco anos atrás... Os aviões se chocaram a mais de 800 km/h. A temperatura nas explosões chegou a 1. 000 ºC. Ao todo, 110 andares e mais de 410 m das duas torres derrubados.

Foram 2,6 mil mortos em Nova York, 125 no Pentágono, 246 passageiros e tripulantes nos quatro aviões sequestrados. Cerca de 400 mil pessoas expostas à poeira tóxica e oito meses para remover 1,8 milhão de toneladas de escombros.

Os números da imprensa da época pouco ajudam a entender as dimensões da tragédia, que marcou a memória de pessoas de uma geração inteira. Uma delas foi o empresário Márcio Boruchowski, que anos atrás contou para a TV Brasil como sobreviveu ao episódio.

Eu vi uma série de pessoas se jogando, como se fosse um incêndio. Demora para as pessoas caírem... Isso é muito chocante; isso ficou para sempre. O barulho que se faz quando cai uma ou duas torres de 100 andares é o maior decibel.

Pense no maior barulho que você já ouviu na sua vida e transforme isso em 1’40’’, eternamente.

Segundo o professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, Eugênio Bucci, a imagem das torres desabando repetidas vezes gerou um trauma em escala global. A televisão ao vivo, em uma época em que a internet não era tão difundida, prendeu o público pela repetição, algo provavelmente previsto pelos próprios terroristas.

Isso abriu uma ferida no olhar. Quer dizer, naquele dia, o olhar se tornou mutilado de guerra. O atentado conseguiu ferir todas as pessoas, tanto que todas as pessoas no mundo inteiro são capazes de se lembrar onde estavam quando tiveram notícia daquele acontecimento.

O professor da USP chamou essa experiência de "tempo congelado", tanto pela TV ao vivo, mas que hoje pode ser visto nas plataformas digitais.

A televisão ao vivo desenvolveu essa possibilidade, que é o congelamento do tempo. Isso se dá pela expansão de um segundo ou de poucos minutos numa repetição que não cessa; toma horas, às vezes dias, e dá a todos os que estão conectados ali essa relação distinta com o fluxo do tempo.

Uma relação entre memória coletiva e história, relembrada até hoje.

*Com sonoplastia de Jailton Sodré e produção de Luciene Cruz e Priscila Thereso.

Em números

  • Os aviões se chocaram a mais de 800 km/h
  • Foram 2,6 mil mortos em Nova York, 125 no Pentágono, 246 passag
  • Cerca de 400 mil pessoas expostas à poeira tóxica e oito meses par
  • A remover 1,8 milhão de toneladas de escombros

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Fontes consultadas

  • Radioagência Nacionallink

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