O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) protocolou, nesta segunda-feira (14), a substituição da candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República pelo nome do vice, Leonardo Avalanche, como novo titular e cabeça de chapa para a disputa ao Palácio do Planalto.
Com a substituição de Marçal, a vice de chapa passa a ser Silvia Hellen da Silva Pereira, nascida em Anápolis, no estado de Goiás.
A troca foi apresentada no último dia do prazo legal e já consta no sistema oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo a legenda. Apesar de já constar no site Divulgação de Candidaturas do tribunal, a decisão ainda precisa de aval do colegiado, em Brasília.
TSE proíbe Pablo Marçal, do PRTB, de ir a debates, fazer campanha na TV e ter acesso a fundos eleitoral e partidário.
A ministra relatora do caso Estela Aranha - a mesma que indeferiu a candidatura de Pablo Marçal - , deu voto favorável à substituição.
Em decisão publicada na noite desta segunda-feira (14), Aranha deferiu a Regularidade de Atos Partidários (DRAP) e declarou o PRTB habilitado a participar das eleições de 2026 para os cargos de presidente e vice-presidente da República.
Na última sexta-feira (11), o TSE decidiu, por unanimidade, indeferir o registro da chapa formada por Pablo Marçal e Leonardo Avalanche à Presidência da República.
Segundo a Corte, faltou à Pablo Marçal a comprovação de filiação partidária dentro do prazo legal. O tribunaltambém alegou que o ex-coach tem mantida a inelegibilidade até 2032, em razão de irregularidades na campanha que concorreu ao cargo de prefeito de São Paulo, em 2024.
Ainda segundo o PRTB, Avalanche havia articulado, semanas atrás, a entrada de Pablo Marçal na disputa presidencial. Agora, com o indeferimento da candidatura de Marçal, ele assume a cabeça da chapa para manter o projeto planejado pelos dois.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou por unanimidade, na sexta-feira (11), o registro de candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República.
O julgamento ocorreu no plenário virtual da Corte. Relatora do caso, a ministra Estela Aranha propôs a rejeição do registro diante da inelegibilidade de Marçal e foi seguida por todos os demais ministros.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a rejeição do registro de candidatura. O PRTB protocolou o pedido de registro da candidatura do empresário e influenciador Pablo Marçal à Presidência da República após uma decisão da Justiça Eleitoral autorizar sua filiação ao partido.
Pablo Marçal está inelegível até 2032. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa do empresário e manteve a condenação que o tornou inelegível por oito anos por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.
O MPE afirmou que a candidatura não preenche os requisitos de prova de filiação ao PRTB dentro do prazo legal e aponta que em abril, prazo final para um candidato estar filiado a um partido político para disputar a eleição de outubro, Pablo Marçal estava nos quadros do União Brasil.
O MPE pede que o TSE conceda uma decisão provisória impedido que Pablo Marçal tenha acesso aos recursos públicos de campanha eleitoral e seja impedido de realizar propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão, bem como aos demais atos de propaganda eleitoral.
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