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Antes de ser morta em tentativa de estupro no Paraná, jovem enviou áudios a amigo reclamando de visitas

Thaissa de Oliveira Marques foi morta no estacionamento da academia em que havia sido recém-contratada, em Londrina. Polícia afirma que investigação aponta que

3 min de leitura
Antes de ser morta em tentativa de estupro no Paraná, jovem enviou áudios a amigo reclamando de visitas

Antes de sofrer uma tentativa de estupro e ser assassinada a facadas, Thaissa de Oliveira Marques enviou áudios a um amigo relatando visitas constantes de um "menino" no trabalho dela.

  • Brutalidade sem tamanho, uma monstruosidade', diz tio de jovem.
  • Estudante de nutrição e irmã mais nova: quem era a vítima.
  • Thaissa foi atingida por 44 facadas.

A jovem de 21 anos foi morta no estacionamento de uma academia que se preparava para a inauguração em Londrina, no Norte do Paraná, enquanto entregava panfletos, na sexta-feira (11).

Segundo a Polícia Civil (PC-PR), o principal suspeito é Gabriel de Andrade, de 21 anos. Ele foi preso em flagrante no mesmo dia do crime. À RPC, afiliada da TV Globo, a defesa dele disse que não irá se manifestar no momento.

Ao g1, a polícia confirmou que os áudios fazem parte da investigação e estão no inquérito. "Os elementos obtidos até o momento permitem identificar a pessoa referida neles como sendo o mesmo indivíduo que foi preso pelo feminicídio", diz o comunicado.

Os áudios foram enviados no dia 8 de setembro. Neles, a vítima conta ao amigo que um menino já havia ido ao menos cinco vezes à academia, tanto para perguntar sobre vagas de emprego quanto para conhecer o local.

Em um trecho, ela demonstrou estar incomodada com essa insistência.

Eu fui mostrar para ele a academia, ali. Aí eu peguei e entrei já pensando: 'Tem câmera, né? Qualquer coisa, espero que o meu gerente esteja olhando'. Aí, fomos.

Chegando perto do banheiro, eu falei: 'Ah, ali são os banheiros e tudo mais, mas você não tem interesse em ver, não, né?'. Aí ele: 'Não, quero ver os banheiros.

E eu pensando: 'Não tem câmera'", Thaissa disse em áudio.

O amigo, que prefere não se identificar, relatou à RPC que encontrou Gabriel no endereço em uma das visitas dele. Entretanto, os dois não conversaram.

O delegado Magno Miranda disse, na segunda-feira (14), que o gerente da academia confirmou em depoimento que Gabriel se inscreveu para uma vaga de emprego antes do crime.

Após o crime, Gabriel fugiu e parou em uma rua próxima ao estabelecimento porque estava com ferimentos na mão. Ele foi socorrido por pessoas que estavam no local e afirmou que havia sido assaltado.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a PM foram acionados para fazer atendimento da ocorrência do suposto assalto. Enquanto as equipes atendiam à suposta ocorrência, trabalhadores que foram à academia para prestar serviços encontraram manchas de sangue no local e avisaram a polícia.

Os agentes foram até o estabelecimento e encontraram o corpo de Thaissa. Confrontado pelos policiais, o homem confessou o crime.

Ainda segundo os agentes, ele também teria declarado que pretendia estuprá-la e que, não conseguindo consumar o ato, acabou por matá-la", diz a nota da polícia.

Ele foi preso em flagrante por homicídio qualificado consumado e tentativa de estupro.

No depoimento à Polícia Civil, entretanto, Gabriel de Andrade apresentou versões contraditórias e disse que não se lembrava de detalhes, afirmando se recordar apenas de ter ido à academia onde o crime aconteceu.

Nesta terça-feira (15), ele permanece preso.

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