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AGU cobra YouTube sobre remoção de vídeos com falsos médicos de IA

A plataforma de vídeos YouTube vai ter que remover ou alertar os usuários sobre 97 vídeos de inteligência artificial simulando profissionais de saúde que “disse

2 min de leitura
Brasil — imagem padrão

A plataforma de vídeos YouTube vai ter que remover ou alertar os usuários sobre 97 vídeos de inteligência artificial simulando profissionais de saúde que “disseminam informações falsas, incluindo promessas de curas e tratamentos sem comprovação científica”.

É o que pede a Advocacia-Geral da União em uma notificação enviada à big tech.

O alerta foi emitido depois que o Ministério da Saúde identificou 97 perfis com esse tipo de conteúdo, durante o primeiro semestre deste ano. Nos materiais veiculados no YouTube aparecem “pessoas” de mentira, geradas por IA, se apresentando como médicos ou especialistas, que usam linguagem de alerta e alarmista para ganhar confiança de quem assiste.

Inclusive, parte dos perfis é direcionada a pessoas idosas, com oferta de produtos, livros ou serviços pagos. E, com isso, são gerados riscos que o governo identifica, como “automedicação, o uso de terapias sem eficácia comprovada, o atraso na busca por atendimento profissional e a interrupção ou substituição de tratamentos”.

De acordo com o governo, a AGU deu 72 horas para que o YouTube retire os conteúdos do ar ou, se for o caso, adote medidas que identifiquem e deixem claro que aqueles vídeos são artificiais, gerados por inteligência artificial.

Além de acionar o YouTube, o governo também acionou a Polícia Federal e o Conselho Federal de Medicina.

Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, as plataformas têm responsabilidade pelos conteúdos ilícitos publicados por terceiros. Além disso, a AGU aponta que os grupos identificados “violavam os próprios termos de uso das plataformas, que proíbem o compartilhamento de conteúdo ilegal e estabelecem medidas como a remoção e o banimento de contas”.

A plataforma YouTube pertence ao grupo Google, que foi acionado pela nossa reportagem e afirmou que não vai comentar o assunto.

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Fontes consultadas

  • Radioagência Nacionallink

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