Uma reportagem publicada nesta terça-feira (11/8) no Financial Times, um dos mais prestigiosos periódicos de economia, destacou uma mudança em curso na JBS, a maior processadora de carne do mundo: a ascensão de Wesley Batista Filho, de 34 anos, ao comando da empresa.
Um descendente da dinastia empresarial brasileira Batista se tornará presidente-executivo da JBS, enquanto o maior frigorífico do mundo devolve o cargo mais alto a um membro de sua família controladora", diz trecho da reportagem, assinada de Brasília (DF).
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A mudança deve acontecer em janeiro. Batista Filho, que é filho do ex-CEO Wesley Batista e neto do fundador José Batista Sobrinho, hoje lidera a divisão da JBS nos Estados Unidos, a maior da empresa em termos de vendas.
Será uma gestão de continuidade", disse Batista Filho, que trabalha há 15 anos na empresa de sua família, em entrevista ao Financial Times.
A JBS tem uma trajetória de grande crescimento, dando continuidade à estratégia de diversificação e agregando novas geografias.
As ações da empresa nos EUA, porém, caíram 5,8% na segunda-feira (10/8), segundo o periódico de economia.
Embora o texto não atribua razões à queda, Batista Filho é o primeiro membro da família a retomar o comando da empresa após os escândalos de corrupção que levaram seu pai, Wesley, e seu tio, Joesley, a se afastarem de cargos executivos e levaram ao posto máximo da empresa o executivo Gilberto Tomazoni.
Conheço sua capacidade de execução, sua maneira de pensar sobre os desafios e estou muito confiante de que estamos tomando a decisão certa", disse Tomazoni ao Financial Times a respeito de seu sucessor.
A reportagem destaca ainda que o conglomerado privado da família Batista, a J&F, tem interesses que incluem as áreas de fintech, mineração, cosméticos e energia.
Um dos principais focos do novo manda-chuva da JBS, no entanto, deve ser o Sudeste Asiático, região que Batista Filho descreveu como "a nova fronteira geográfica" da empresa.
A empresa, no momento, também diversifica seus esforços nas áreas de carnes suína e avícola, além de peixes, ovos e alternativas de proteína à base de plantas.
Em 2025, Wesley Batista indicou que o aumento dos medicamentos para perda de peso do tipo GLP-1 (as canetas emagrecedoras) estava impulsionando a demanda por proteína para prevenir a perda muscular.
Antes, os médicos diziam para não comer tantos ovos ou tanta proteína. Agora é o contrário", observou ele.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Agronegócios, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.