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Agronegócio

Google anuncia projeto que usa 200 mil hectares de arroz no Brasil contra mudanças climáticas

Iniciativa quer diminuir o metano liberado pelas plantações e retirar CO₂ da atmosfera. Para isso, empresa vai financiar técnica que acelera a ação de rochas so

4 min de leitura
Google anuncia projeto que usa 200 mil hectares de arroz no Brasil contra mudanças climáticas

O Google fechou o maior acordo de remoção de carbono de sua história para apoiar um projeto em mais de 200 mil hectares de plantações de arroz no Rio Grande do Sul.

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  • 🔍 O que é um crédito de carbono? É uma forma de contabilizar uma redução ou retirada de gases de efeito estufa da atmosfera. Em geral, 1 crédito corresponde a 1 tonelada de CO₂ equivalente que deixou de ser emitida ou foi retirada do ar. Empresas podem comprar esses créditos para compensar parte de suas emissões. Para ter valor, a redução ou remoção precisa ser medida e verificada por regras específicas.
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Emater confirma redução de área plantada de arroz no RS.

A iniciativa, conduzida pela Terradot, empresa da qual o Google é investidor, pretende reduzir o metano liberado pelo cultivo e, ao mesmo tempo, retirar dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera.

Por que o arroz está no meio dessa história.

O arroz é cultivado, em muitos casos, em áreas alagadas. Esse ambiente favorece a ação de microrganismos que produzem metano, um gás de efeito estufa.

Segundo uma avaliação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), os arrozais respondem por cerca de 10% a 12% das emissões globais de metano.

O projeto pretende reduzir essa emissão e, depois, contabilizar essa redução na forma de créditos de carbono. A previsão é que a iniciativa gere créditos equivalentes à redução de 1 milhão de toneladas métricas de metano até 2030.

A segunda parte do projeto usa uma técnica conhecida como meteorização aprimorada de rochas.

Alguns tipos de rocha conseguem reagir naturalmente com o CO₂ presente na atmosfera. O processo, porém, é lento. A técnica busca acelerar essa reação para retirar mais carbono do ar.

É como acelerar um processo que já acontece na natureza.

A Terradot pretende usar a técnica no projeto do Rio Grande do Sul para gerar créditos correspondentes à remoção de mais 1 milhão de toneladas de carbono até 2040.

Os créditos de redução de metano e de retirada de CO₂ serão contabilizados e verificados separadamente.

O projeto será o maior já anunciado de meteorização aprimorada de rochas. A parte de remoção de carbono do acordo é dez vezes maior que projetos anteriores desse tipo.

A ideia do Google e da Terradot é justamente testar o modelo em uma escala grande para, depois, levá-lo a outras regiões do planeta.

As empresas afirmam que a iniciativa poderia ser ampliada para os cerca de 1,5 milhão de hectares de áreas de cultivo de arroz do Brasil. O modelo também poderia ser levado a outros grandes produtores de arroz, como Índia e Vietnã.

A Terradot planeja iniciar projetos-piloto em outros países em 2026 e prevê uma expansão comercial a partir de 2028.

Por que o Google está investindo nisso.

O investimento também está relacionado ao aumento do consumo de energia das grandes empresas de tecnologia, especialmente com a expansão dos data centers usados por serviços de inteligência artificial.

O Google já é investidor da Terradot. A empresa comprou uma participação na companhia em 2024.

Para a empresa, reduzir o metano e retirar CO₂ da atmosfera são medidas complementares. O metano contribui fortemente para o aquecimento no curto prazo, enquanto o CO₂ pode permanecer na atmosfera por séculos.

A aposta, portanto, é agir nas duas frentes: diminuir a quantidade de gases que chegam à atmosfera e retirar parte do carbono que já está no ar.

O preço é um dos principais desafios para que tecnologias desse tipo sejam usadas em larga escala.

Em números

  • A previsão é que a iniciativa gere créditos equivalentes à redução de 1 milhão de toneladas métricas de metano até 2030
  • Ica no projeto do Rio Grande do Sul para gerar créditos correspondentes à remoção de mais 1 milhão de toneladas de carbono até 2040
  • As empresas afirmam que a iniciativa poderia ser ampliada para os cerca de 1,5 milhão de hectares de áreas de cultivo de arroz do Brasi
  • Google anuncia projeto que usa 200 mil hectares de arroz no Brasil contra mudanças climá

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