A Moderna e a Merck anunciaram nesta quarta-feira (19) os resultados positivos de um estudo de fase avançada com a vacina personalizada de mRNA intismeran em combinação com o imunoterápico Keytruda para pacientes de alto risco com melanoma, segundo o Wall Street Journal.
O estudo acompanhou mais de 1. 000 pacientes que haviam passado por cirurgia para remover um tumor de melanoma. O objetivo era reduzir o risco de recorrência. A combinação atingiu sua meta principal (ampliar o tempo antes do retorno do câncer) e uma meta secundária de impedir a disseminação da doença para outros órgãos.
São os primeiros resultados positivos em um estudo de fase tardia para uma terapia personalizada de mRNA contra o câncer, validando décadas de pesquisa em tratamentos customizados para mutações específicas de cada tumor.
Diferente das vacinas tradicionais contra infecções, a intismeran é uma vacina terapêutica personalizada, fabricada individualmente para cada paciente.
Após a cirurgia de remoção do tumor, médicos enviam uma amostra de sangue e uma biópsia do tumor para análise genética. Cientistas identificam mutações únicas nas células cancerígenas que têm maior probabilidade de alertar o sistema imunológico.
Essas mutações são codificadas em mRNA e produzidas como vacina, um processo que leva cerca de seis semanas a partir da biópsia.
Enquanto a vacina é preparada, os pacientes se recuperam da cirurgia e iniciam um regime com Keytruda para manter a doença sob controle.
Os dados anteriores e o que ainda não se sabe.
Resultados de estudos anteriores já haviam mostrado que a combinação reduzia o risco de recorrência ou morte por melanoma em 49% em comparação com o Keytruda isolado.
Os dados do novo estudo não incluem ainda quanto tempo exatamente os pacientes ficaram sem progressão da doença nem qual foi a sobrevivência média. A Moderna e a Merck apresentarão mais detalhes em uma conferência médica ainda neste ano.
A empresa espera ter o medicamento no mercado em 2027.
Para a Merck, o novo tratamento pode compensar a perda iminente da patente do Keytruda, um dos medicamentos mais vendidos do mundo.
As ações da Moderna subiram mais de 60% nas negociações desta quarta-feira, enquanto as da Merck avançaram 7,3%.
Vacinas personalizadas contra o câncer são complexas e caras de produzir. Questões sobre acessibilidade e custo permanecem abertas caso o tratamento seja aprovado.
A única vacina terapêutica contra câncer aprovada pela FDA até hoje é o Provenge, uma imunoterapia personalizada para câncer de próstata. Estudos com a intismeran estão em andamento em outros tipos de câncer, incluindo bexiga, pulmão e rim.
Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC.
Fontes
Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.