Um robô humanoide chinês correu os 100 metros em 8,64 segundos nesta quarta-feira (26), quase um segundo mais rápido que o recorde mundial humano de 9,58 segundos, estabelecido pelo jamaicano Usain Bolt em 2009.
O feito foi alcançado pelo Tiangong Ultra, desenvolvido pelo Beijing Humanoid Robot Innovation Centre, durante a final da categoria de robôs de grande porte da segunda edição dos World Humanoid Robot Games, em Pequim (China).
O desempenho também mostrou a rápida evolução do robô ao longo da competição. Nas eliminatórias, o Tiangong Ultra completou a prova em 9,39 segundos e depois reduziu o tempo para 8,86 segundos antes de chegar aos 8,64 segundos na final.
O recorde de Bolt foi estabelecido no Campeonato Mundial de Atletismo de 2009, em Berlim (Alemanha).
Assim como acontece no atletismo humano, a prova dos 100 metros foi um dos principais destaques dos jogos de Pequim e serviu para demonstrar avanços em mobilidade, equilíbrio e sistemas de controle dos robôs.
A estratégia da China por trás das ‘Olimpíadas dos Robôs’.
Tiangong Ultra quebra seu próprio recorde e deixa Bolt ainda mais atrás.
Olimpíadas de robôs na China mostram que não existe competição com os EUA.
Jogos reuniram mais de dois mil robôs.
Apelidada de “Olimpíadas dos Robôs”, a competição teve duração de cinco dias e reuniu mais de dois mil robôs de 666 equipes, a maioria chinesas.
Ao todo, foram 51 modalidades, que incluíram disputas esportivas e desafios baseados em tarefas realizadas em ambientes simulados, como fábricas, restaurantes, escritórios e situações de emergência.
Para os espectadores, os robôs apresentados nesta edição demonstraram uma evolução significativa em relação à primeira competição.
Outra espectadora, Yang, de 29 anos, disse imaginar um futuro em que robôs humanoides possam se tornar tão comuns quanto os smartphones. “Talvez haja um em casa e um no trabalho”, afirmou.
Segundo ela, os robôs poderiam ajudar nas tarefas domésticas ou nos cuidados com idosos.
Competição também testa inteligência artificial.
Além das provas esportivas, os jogos serviram como uma espécie de campo de testes público para a chamada inteligência artificial (IA) incorporada, ou embodied AI.
O conceito combina softwares de IA com máquinas capazes de perceber o ambiente e agir fisicamente sobre ele.
Para os desenvolvedores, a competição permite aperfeiçoar as tecnologias e demonstrar o que sistemas de IA incorporada podem fazer de forma autônoma.
He Wang, fundador e diretor de tecnologia da Galbot, afirmou que os jogos podem acelerar o desenvolvimento do setor. “Isso dará um enorme impulso ao desenvolvimento da indústria”, disse Wang.
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
Fontes
Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.