Entre as fraudes que mais avançam está o roubo de contas. Dados do relatório da Unico em parceria com a Liminal estimam 6 milhões de vítimas em 2025, um aumento de 141% em relação a 2021.
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- 🔎 Imagens borradas e diferenças entre a voz e o movimento da boca também podem ser sinais de alerta.
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- 🔎 A identidade sintética ocorre quando o criminoso combina informações verdadeiras com dados falsos para criar uma pessoa que, na prática, não existe. Por exemplo, utilizar o CPF de alguém com um nome inexistente.
- 🔎 Caso utilize a mesma senha para diversos serviços, também é preciso alterá-la nos outros sistemas.
Também chama atenção a injeção de imagens e vídeos manipulados, que representa 45,8% dos casos classificados.
Os sinais visuais que durante muito tempo ajudaram a perceber uma imagem falsa, como dedos deformados, ausência de piscadas ou um rosto com aparência artificial, não são mais eficazes.
Ainda podem aparecer falhas, principalmente em determinadas situações. Segundo Avelino, uma pessoa pode levantar suspeitas quando vira o rosto de perfil ou pronuncia sons que exigem o fechamento dos lábios, por exemplo.
Mas esses problemas, sozinhos, não são suficientes para confirmar uma fraude. Por isso, o leitor deve prestar atenção à situação e aos sinais.
A orientação é adotar um procedimento simples: interromper a conversa e procurar a pessoa ou a instituição por um caminho independente.
Qual estado do Brasil tem mais crimes com IA.
No Brasil, São Paulo aparece isoladamente como o estado com maior participação nos alertas de fraude, com 22,06% das ocorrências. Segundo o relatório, essa concentração acompanha os polos de maior atividade digital do país.
Luis Felipe Monteiro, CEO da Unico para a América Latina, afirma que esse avanço da IA amplia significativamente o número de pessoas capazes de tentar uma fraude.
O criminoso é alguém que está 24 horas por dia, os 7 dias da semana, tentando encontrar uma brecha no sistema", explica. "O mercado sempre vai estar atrás do fraudador.
Segundo o especialista, a IA reduziu as barreiras para a prática desses crimes e transformou operações que antes eram complexas em atividades que podem ser realizadas por um único fraudador.
O custo para executar ataques sofisticados já foi 100 vezes maior, enquanto os casos de injeção de imagens e vídeos manipulados cresceram nove vezes só entre junho de 2025 e abril de 2026.
Os ataques mais avançados, que incluem deepfakes e manipulações físicas, representam 23,3% dos casos no mundo, mas chegam a quase metade das ocorrências na América Latina.
O risco que você está correndo e não sabe.
Para o CEO, o principal risco hoje é justamente o deepfake — quando a inteligência artificial cria ou altera um rosto, uma voz ou um vídeo para fazer uma pessoa parecer ser quem não é.
A preocupação é que o criminoso não precise mais invadir diretamente o sistema de um banco. Em vez disso, ele pode tentar entrar pela “porta da frente”, apresentando-se como um cliente legítimo.
O avanço das tecnologias usadas nas fraudes chegou a um ponto em que identificar uma falsificação a olho nu se tornou extremamente difícil.
Ainda na seção de identidade, o relatório mostra que a América Latina apresenta uma concentração de fraudes de identidade sintética muito acima da média global.
É um tipo de crime particularmente difícil de perceber porque não há necessariamente uma vítima real usando aquela identidade para denunciar o golpe. Essa categoria cresce oito vezes ao ano e 79% dos profissionais da área acreditam que ela vai acelerar mais rapidamente do que qualquer outro tipo de fraude.
Brasil virou terreno fértil para o avanço dos golpes.
O país reúne algumas das condições que, na avaliação do executivo, aceleraram tanto a digitalização quanto a evolução das fraudes. São mais de 200 milhões de aparelhos celulares para uma população de aproximadamente 215 milhões de pessoas.
O brasileiro também passa, em média, 52 anos da vida conectado online, por volta de nove horas por dia. “Nós somos usuários ativos de ambiente digital”, afirma Luis Felipe Monteiro, CEO da Unico para a AL.
A rápida migração de serviços para o ambiente digital criou, segundo ele, uma oportunidade para os criminosos. O movimento ocorreu de forma particularmente intensa no sistema financeiro, que passou a permitir que praticamente todas as operações fossem realizadas pelos canais digitais.
Outro achado do levantamento é que os criminosos distribuem suas tentativas entre diferentes métodos.
Isso torna a defesa mais difícil porque não existe um único ponto que, uma vez protegido, resolva o problema. As empresas precisam lidar simultaneamente com diferentes formas de ataque.
Um mesmo fraudador pode atacar 30 empresas.
Outro aspecto que chama atenção é a escala da atuação dos criminosos. Dados da rede da Unico identificaram um único perfil associado a 949 documentos de identidade diferentes e ligado a tentativas de ataque contra 30 empresas distintas.
Isso significa que um criminoso identificado em uma empresa pode simplesmente tentar novamente em outra, caso as instituições não compartilhem sinais capazes de mostrar que aquele comportamento já foi identificado.
Mas o que fazer se, apesar dos cuidados, a pessoa cair no golpe.
Esse é o procedimento criado pelo Banco Central para que os bancos analisem a fraude e tentem bloquear e devolver o dinheiro que ainda estiver nas contas envolvidas.
Se senhas ou dados bancários foram informados, é preciso bloquear cartões, encerrar os acessos abertos e trocar as senhas. A prioridade deve ser o e-mail, porque normalmente é por ele que as outras contas são recuperadas.
Se houve envio de uma imagem íntima ou comprometedora, a orientação é não pagar, não negociar e não enviar mais conteúdo. A vítima deve guardar as mensagens, o perfil, o número utilizado e os links antes de denunciar a conta e pedir a remoção do material na plataforma.
Em todos os casos, é importante guardar comprovantes, conversas, horários e dados usados pelo golpista, além de registrar um boletim de ocorrência. Mas não se deve esperar pelo boletim para avisar o banco ou bloquear as contas.
Em números
- Dados do relatório da Unico em parceria com a Liminal estimam 6 milhões de vítimas em 2025, um aumento de 141% em relação
- São mais de 200 milhões de aparelhos celulares para uma população de apro
- Ximadamente 215 milhões de pessoas
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