São Paulo confirmou dois casos humanos de Febre do Nilo Ocidental. Santa Catarina também registrou dois, incluindo uma morte. Com os novos diagnósticos, o Brasil chega a quatro casos confirmados em 2026, além de um caso provável no Piauí, segundo o Ministério da Saúde.
A doença pode passar despercebida: cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam sintomas. Isso dificulta identificar onde o vírus circula e aumenta a importância do monitoramento de mosquitos e animais.
O vírus do Nilo Ocidental é transmitido principalmente por mosquitos do gênero Culex, conhecidos como pernilongos ou muriçocas. O ciclo envolve principalmente aves.
Os mosquitos adquirem o vírus ao picá-las e podem transmiti-lo para outras aves.
Humanos e cavalos são infectados de forma acidental. No caso das pessoas, a quantidade de vírus no sangue não é suficiente para infectar novos mosquitos.
mosquitos picam essas aves e se infectam.
os insetos transmitem o vírus para outras aves.
humanos e cavalos podem ser infectados incidentalmente.
Quem é mesmo a fonte do vírus para o mosquito são as aves. Então, aves infectadas infectam mosquitos, principalmente o Culex, e esses mosquitos infectam outras aves.
Em São Paulo, uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, já se recuperou. Ela relatou uma viagem recente à Amazônia. A outra paciente tem 18 anos, mora em São José do Rio Preto e continua internada.
Ainda não é possível dizer onde as duas foram infectadas. A viagem da primeira paciente é considerada na investigação, mas não comprova que a transmissão tenha ocorrido durante o deslocamento.
No segundo caso, não há informação sobre exposição semelhante fora do estado.
Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos, de Imbituba, morreu em 8 de agosto. Um homem de 56 anos, de Caçador, teve a doença e recebeu alta. Os locais prováveis de infecção seguem em investigação.
Quando aparecem, os sintomas podem incluir febre, dor de cabeça, mal-estar, dores no corpo, náuseas, vômitos e manchas na pele. O quadro pode ser confundido com dengue, zika e chikungunya.
Nos casos graves, a infecção pode atingir o sistema nervoso central e provocar encefalite, meningite, confusão, convulsões, fraqueza muscular e paralisia flácida.
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O vírus pertence ao mesmo grupo da dengue, zika e febre amarela. Por isso, alguns testes de anticorpos podem apresentar reação cruzada e dificultar a interpretação dos resultados.
Dependendo da fase da doença e dos exames iniciais, outros testes podem ser necessários para confirmar a infecção. A investigação também precisa considerar mosquitos, aves e cavalos para ajudar a identificar se existe circulação do vírus e onde os casos humanos podem ter ocorrido.
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
Fontes
Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.