Ir para o conteúdo

Quinta-feira, 24 de setembro de 2026 | Corumbá - MS | 29°C Céu limpo

Tecnologia

Drones monitoram a possibilidade de nova tragédia no Nepal

Pelo menos 676 mortes foram confirmadas e quase 3 mil pessoas continuam desaparecidas após a inundação repentina no Nepal.

2 min de leitura
Tecnologia — imagem padrão

A tecnologia está sendo fundamental para monitorar a situação no Nepal após as inundações repentinas que causaram centenas de mortes nesta semana. Novas imagens de satélite e de drones revelaram uma diminuição do risco de que uma nova onda de lama atinja a região entre o Nepal e o Tibete.

  • A possibilidade de um novo desastre levou a uma atuação conjunta entre Nepal e China para monitorar a situação.
  • De acordo com a última atualização fornecida pelo Ministério dos Recursos Hídricos nepalês, imagens de satélite deste sábado (29) sugerem que a quantidade de água represada diminuiu 21.000 metros cúbicos nas últimas horas.
  • Com a água drenando naturalmente, as operações de resgate podem continuar.
  • O monitoramento continua, com radares e drones operando para enviar alertas caso novos riscos sejam detectados.
  • A má notícia é que chuvas estão previstas para os próximos três dias, o que pode prejudicar os trabalhos dos socorristas.

Após o colapso de uma geleira devastar vilarejos, um imenso reservatório de água formado pelo acúmulo de escombros ameaçava ceder. Situada na confluência dos rios Chhochen Khola e Purepu Tsangpo, a barragem natural poderia desencadear uma nova enxurrada de lama e detritos sobre comunidades já atingidas.

O papel da tecnologia para evitar novas tragédias.

La inundacion de nepal se llevó por delante una represa entera ☠️☠️☠️ pic.twitter.com/IhEd5bJpc4.

A recorrência desses episódios está intimamente conectada à elevação das temperaturas globais. O aquecimento acelerado na cordilheira vem desestabilizando formações congeladas há milênios.

O cenário ganha gravidade com a influência do El Niño, que altera a dinâmica dos ventos de monção na Ásia e reduz as chuvas de verão na região.

Em vez de escoar normalmente, a água passa a se acumular em poças e lagos sobre as geleiras. O líquido infiltra nas fendas, reduz o atrito entre o gelo e a rocha e acaba projetando toneladas de detritos encosta abaixo.

De acordo com o último balanço divulgado, pelo menos 676 mortes foram confirmadas desde a última quarta-feira (26). Quase 3 mil pessoas continuam desaparecidas e os trabalhos de busca continuam dos dois lados da fronteira.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Tecnologia
Mundo — imagem padrão
Mundo

Could the oil shock push fuel prices even higher?

## Por que a inflação está subindo novamente ao redor do mundo O antigo mapa de energia foi construído com base no pressuposto de que o Estreito de Ormuz continuaria funcionando de forma confiável. O conflito no Oriente

Em Mundo