Ir para o conteúdo
Tecnologia

Documentário sobre Elon Musk usa IA para simular entrevista com declarações polêmicas do bilionário

Produção usa avatar digital e voz sincronizada por inteligência artificial para recriar uma entrevista com base em falas que o bilionário já deu em outras ocasi

3 min de leitura
Documentário sobre Elon Musk usa IA para simular entrevista com declarações polêmicas do bilionário

Um novo documentário sobre Elon Musk usa um avatar criado por computação gráfica e sincronização de voz com inteligência artificial para simular uma entrevista com o CEO da SpaceX e da Tesla, utilizando declarações que ele realmente fez em outras entrevistas.

A escolha foi intencionalmente irônica, segundo o cineasta Alex Gibney, que falou sobre o filme nesta terça-feira (8), em Veneza, antes da estreia mundial da produção.

A estratégia faz referência à ideia defendida por Musk de que todos nós vivemos em uma simulação e, ao mesmo tempo, provoca suas opiniões consideradas paradoxais e mutáveis sobre a tecnologia.

Gibney afirmou que o objetivo é transmitir a “realidade do que ele fez e a irrealidade de sua narrativa”.

Os cineastas consultaram advogados antes de avançar com a ideia e receberam autorização para usar o avatar de Musk.

O cineasta vencedor do Oscar esteve no Festival de Cinema de Veneza acompanhado de Ashley St. Clair, uma ex-influenciadora conservadora que tem um filho com Musk e aparece no filme.

Ela fala sobre o relacionamento entre os dois, a personalidade do empresário e o acordo de confidencialidade que lhe foi apresentado — e que ela se recusou a assinar — para garantir o pagamento de pensão relacionada à paternidade.

No início deste ano, St. Clair também processou a empresa de inteligência artificial de Musk, alegando que o chatbot Grok permitia que usuários criassem imagens falsas de teor sexual envolvendo ela.

Segundo ela, as imagens provocaram humilhação e sofrimento emocional.

O filme também aborda a aquisição do X por Musk e o que Gibney descreve como uma manipulação do algoritmo da plataforma.

A repórter da revista Wired Zoë Schiffer, que também participa do documentário, acrescentou que “ele ajustou o algoritmo, tanto para reduzir a presença do jornalismo tradicional quanto para ampliar alguns dos comentários e vozes mais inflamatórios da plataforma”.

St. Clair disse acreditar que Musk está alimentando conflitos e “provocando uma divisão deliberada que poderia ser catastrófica se não fosse regulamentada ou contida”.

Com quase quatro horas de duração, Musk aborda a infância traumática do empresário, incluindo uma entrevista com seu pai, Errol Musk. O documentário também acompanha os primeiros anos de Musk no Vale do Silício, seu trabalho no DOGE durante o segundo governo de Donald Trump e sua atuação na política de direita internacional.

Segundo Gibney, o filme seria muito mais curto antes de Musk se envolver na campanha de Trump.

O documentário também aborda preocupações sobre as informações coletadas sobre cidadãos americanos pelos integrantes do DOGE, que tiveram amplo acesso a diversas agências do governo dos Estados Unidos.

O filme “Musk” será lançado nos cinemas em outubro.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Tecnologia
Urna eletrônica — Eleições 2026
Eleições 2026

Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (23)

Flávio Bolsonaro (PL) Às 19h, faz live no YouTube, no TV Celular Flávio. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) No Rio de Janeiro (RJ), participa de ato com artistas, lideranças políticas e personalidades da cultura para debater

Em Eleições 2026