Uma investigação do g1 revelou como agem criminosos que comercializam material de abuso sexual infantil na internet. A reportagem mostrou que eles usam o TikTok como vitrine para promover a venda do conteúdo ilegal.
- 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1.
- Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato.
- Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes.
- Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres.
- Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa.
- Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia.
- Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Em um dos casos identificados pelo g1, um criminoso admite usar a conta bancária de um terceiro, a quem chama de "menina.
Ele garante, porém, que a transação do interessado não será rastreada, o que não é verdade, segundo a Polícia Federal ouvidos pelo g1. (entenda mais abaixo).
Não [será rastreado], porque esse banco que eu tô usando é de uma menina. Eu recebo muito PIX nele. Já já cai a conta. Daí seu PIX nunca existiu kkkk", afirmou o criminoso.
O TikTok disse que remove essas postagens rapidamente e bane as contas envolvidas. "Utilizamos tecnologia de ponta e sistemas robustos para monitorar e remover qualquer conteúdo que tente explorar ou causar danos a jovens", completou.
As notas enviadas pelas empresas ao g1 estão, na íntegra, no final desta reportagem.
Criminosos usam contas das próprias vítimas, diz PF.
Conteúdo de abuso infantil é divulgado no TikTok.
A PF aponta que os agressores costumam utilizar contas bancárias de ex-namoradas ou da própria criança ou adolescente que foi vitimado por eles, buscando eliminar qualquer vínculo direto entre o autor do crime e a transação.
Para evitar exigências de órgãos de controle como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e o Banco Central, as redes criminosas migram para bancos digitais e fintechs com regulamentação mais frágil.
Em alguns casos, elas abrem empresas no setor financeiro para movimentar os recursos sem guardar dados ou responder às autoridades, explicaram os investigadores da PF.
Procurada pelo g1, a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul informou que "está em contato com as autoridades policiais para a apuração desse caso.
Embora os criminosos se sintam seguros ao usar o PIX, a transação deixa rastros que podem ajudar na investigação. Os dados da conta de quem faz o pagamento ficam registrados e podem ser usados pela polícia para identificar os compradores.
Além disso, bancos tradicionais geralmente identificam como suspeitas transações atípicas ou realizadas a partir de diferentes regiões e, nesses casos, podem bloquear as contas.
Os grupos também anunciam diferentes categorias de conteúdo de abuso sexual infantil, incluindo material com violência sexual, como estupro e incesto.
Antes da compra, os criminosos costumam enviar uma prévia do conteúdo por meio de um vídeo autodestrutivo, que é apagado após a primeira visualização. Depois, após a confirmação do pagamento, enviam os arquivos na própria conversa.
Não permitimos conteúdos que retratem ou disseminem o abuso ou a exploração sexual infantil. Quando tomamos conhecimento de qualquer conteúdo desse tipo — seja por meio dos nossos próprios métodos de detecção, denúncias da comunidade ou parcerias com a indústria —, agimos imediatamente para removê-lo, banir as contas envolvidas e reportar os casos ao NCMEC (em português: Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas).
Dados do Nosso Relatório de Aplicação das Diretrizes da Comunidade mais recente, do primeiro trimestre de 2026, demonstram a eficácia dos nossos sistemas em fazer cumprir nossas regras.
99,8% dos conteúdos que violaram nossas políticas sobre abuso sexual e físico de jovens foram removidos proativamente da plataforma.
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